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Detentos foram mortos com golpes de estilete em rebelião em Itirapina

16/07/2013

Motivo dos homicídios seria uma briga entre os presos, acredita sindicato.
Motim que durou quase 22 horas teve 68 reféns; ninguém ficou ferido.


A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou, na tarde desta segunda-feira (15), que os dois presos mortos durante uma rebelião de quase 22 horas na Penitenciária de Itirapina foram agredidos com golpes de estiletes. As vítimas cumpriam pena por furto e roubo, além de outros crimes não divulgados. A SAP informou que abriu procedimento pela Corregedoria Administrativa do Sistema Penitenciário para apuração do ocorrido e fez transferências de presos para ajudar nas investigações.

De acordo com a Polícia Militar, dois detentos se entregaram e confessaram as mortes dos companheiros. O secretário geral do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo, João Alfredo de Oliveira, acredita que as mortes não estavam relacionadas à rebelião e sim a uma briga entre os presos. "É coisa para ser apurada, mas a gente acha que é richa entre eles", afirmou.

Segundo a SAP, os mortos são Flávio Roberto da Silva, de 32 anos, que cumpria pena de 16 anos por furto e outros crimes não informados, e Antônio Washington de Souza, de 39 anos, que cumpria pena de 20 anos por roubo e outros crimes não informados. A SAP não confirmou o motivo dos homicídios.

Transferências
O Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional informou que 75 presos foram transferidos da Penitenciária na manhã desta segunda. A SAP confirmou as transferências, mas não divulgou a quantidade e o destino dos presos por questões de segurança. O presídio, que tem capacidade para 210 presos no regime fechado, abrigava 602 até então.

Rebelião
O motim teve início às 11h de domingo (14) e manteve 68 reféns, sendo 51 mulheres, sete homens e 10 menores de 18 anos. A Tropa de Choque foi chamada e chegou ao local por volta das 6h30 desta segunda-feira, mas não precisou invadir a penitenciária, já que houve negociação. Todos os reféns foram soltos sem ferimentos, às 8h20, e os presos retornaram as celas. Não houve danos ao patrimônio, segundo a SAP.

O sindicato Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo informou que os presos tentaram render os funcionários, mas não conseguiram e, com isso, a rebelião perdeu força.

A mãe de um presidiário, que não quis ser identificada, disse que o incidente teve início quando uma visitante foi impedida de entrar por problemas na documentação. Ela afirmou que viu um preso carregando a cabeça de outro que teria sido decapitado no local. Segundo ela, o problema com a entrada da visitante foi apenas o estopim para que os detentos fizessem outras reivindicações como a presença de médicos, atendimento judiciário e a ampliação do horário de visita até as 16h. Atualmente, ele é encerrado às 15h.

A SAP não comentou as reivindicações dos presos, mas, durante a manhã, a diretoria da penitenciária convidou cinco familiares de detentos para entrar e conhecer as condições no local.

Operação
Pelo menos três ônibus e 10 viaturas da Tropa de Choque deixaram a capital durante a madrugada para conter a rebelião. No domingo, muitas viaturas da PM vieram de várias cidades para reforçar a situação. O helicóptero Águia também foi acionado.

Fonte: G1


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