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Idosa fica 22h com dor após médico alegar não saber tirar agulha de dedo

15/08/2013

Ela foi ao PS de São João da Boa Vista, mas teve que voltar no outro dia.
Especialista não deu encaminhamento para outro local, afirma família.


Uma aposentada de 65 anos precisou esperar cerca de 22 horas com fortes dores para retirar um pedaço de agulha que estava espetado em seu dedo, após um acidente com uma máquina de costura, em São João da Boa Vista (SP). Ela procurou o pronto-socorro na quinta-feira (8), mas o médico que a atendeu alegou que não sabia o procedimento para a remoção do objeto e pediu que ela retornasse no dia seguinte.

O filho da idosa registrou um boletim de ocorrência por omissão de socorro, já que o médico também não a encaminhou para outro hospital. Ele denunciou o caso ao VC no G1. A Prefeitura informou que pequenas cirurgias são feitas por uma equipe somente no período da manhã e que, se a paciente corresse risco, ela seria encaminhada para a Santa Casa.

Josimar Inácio Figueiredo disse que a mãe se machucou na quinta-feira (8) por volta das 14 horas quando tentava passar a linha na agulha da máquina de costura elétrica. Sem querer, ela pisou no pedal e acionou o mecanismo que atingiu o dedo médio da mão esquerda.

O marido da aposentada, Juarez Ribeiro Figueiredo, disse que chegou em casa e, ao presenciar o acidente, socorreu a mulher rapidamente. Após esperar por cerca de duas horas, a aposentada passou por atendimento. “Ele pediu um raio X, analisou e disse que estava tudo bem. Mas eu questionei, como assim está tudo bem? Tem um pedaço de agulha aí. Ele receitou um anti-inflamatório e pediu para ela retornar no outro dia porque ele não sabia fazer esse tipo de cirurgia”.

A aposentada passou a noite com fortes dores, segundo o filho. O marido voltou com ela ao local na sexta-feira (9), por volta das 7h, mas o procedimento cirúrgico para a remoção do objeto feito por outro médico ocorreu somente perto do meio-dia. “Eu achei um absurdo, um descaso. Precisei ficar bravo para resolverem a situação", declarou Figueiredo.

O filho da aposentada disse estar indignado com a situação. “Um médico que se encontra em um pronto-socorro de emergência tem que estar preparado. Se ele não tiver capacidade ou meios de fazer o que é necessário, que encaminhe para outro lugar. E se é uma pessoa que chega lá baleada, o que ele vai fazer? Mandar voltar no outro dia?”, questionou o filho da aposentada.

Nota da redação:
Em nota, a Prefeitura de São João da Boa Vista informou que, a retirada da agulha não era um procedimento simples e exigia anestesia, incisão no local do objeto e posterior sutura. "O Pronto-Socorro dispõe de uma equipe para pequenas cirurgias que atende no período da manhã. Sendo assim, ela retornou no dia seguinte e teve a agulha retirada de seu dedo".

A nota ainda explicou que, de acordo com a legislação vigente, o médico de PS deve ser clínico geral e com habilidades para tirar o paciente de risco iminente de morte. "Para isso, exigimos capacitações de nossos profissionais. Se a paciente corresse risco de vida e o médico não fosse habilitado para o procedimento, ela seria imediatamente encaminhada à Santa Casa local”, informou.

G1


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