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Fácil de fazer, cerveja artesanal vira mania entre araraquarenses

19/08/2013

Com materiais básicos, conhecimento adequado e poucos ingredientes, é possível produzir milhares de estilos da bebida

Você sabe fazer cerveja artesanal e nós vamos tomar Brahma no seu casamento?” Foi o questionamento dos amigos do químico Alison Abreu da Silva, de 30 anos. Ele se casou no final de julho com a médica Carime Resende Rocha, 27. Depois da ‘intimação’, o casal produziu 150 litros da bebida para os convidados e agradou a todos com a novidade que foi a atração da festa.

Por conta das experiências na faculdade, Alison já conhecia o processo de produção da cerveja e quis fazer também. “Eu tinha uma noção básica, mas pesquisei bastante na internet antes de começar. Para não ficar caro, adaptei um monte de equipamentos em casa, como panelas e tambores de água. Comprei pouca coisa e minha noiva, na época, me ajudou”, recorda.

A primeira rodada foi bem simples, sem inovar. Aos poucos, a novidade virou hobby. “O bom da cerveja artesanal é que dá para fazer do nosso gosto. Eu e minha esposa sempre reunimos amigos e eles experimentam com a gente. Alguns acabaram se interessando e aprenderam a fazer também. Toda vez, eu fazia só 20 litros. Para o casamento, fizemos bem mais. Que bom que deu certo e o pessoal curtiu”, comemora.

Os noivos Alison e Carime surpreenderam os convidados fazendo a própria cerveja bebida na festa. “A maioria não acreditava, tivemos que explicar várias vezes”, brinca Alison. Eles produziram 150 litros de cerveja artesanal. “Foram três tipos. Uma de trigo, que é mais comum e acabou mais rápido, uma mais amarga e uma mais doce. Todo mundo experimentou e gostou”, comemora.

Estilos "infinitos"
Para o engenheiro mecânico Rubens Sérgio César Júnior, 45, existem ‘infinitos’ estilos de cerveja artesanal. “Você pode mudar o tempo, a temperatura, os ingredientes, pode mudar tudo e criar muitas combinações diferentes. Eu faço cerveja desde 2006 e nunca fiz uma igual a outra”, revela Rubens, que ministrou um curso sobre a produção da bebida em Araraquara, em 2007.

Quem lê a receita para começar a aprender, acha que é difícil, mas Rubens faz o processo todo parecer fácil. “É simples, você só precisa de umas panelas e alguns equipamentos básicos. Fazer cerveja é muito divertido, eu sempre levo nos churrascos para os meus amigos experimentarem”, conta.

A cerveja do Rubens foi apelidada de “Três Monges”. “São três cores básicas de cerveja e os monges têm uma história fantástica”, justifica. O preço de um kit para produzir a bebida se você adaptar o material é, em média, R$ 700. O valor pode chegar a R$ 1,2 mil.

Hobby que vira profissão e susto
O cervejeiro Márcio Fernando Mendonça, 30, começou a produzir cerveja artesanal há 1 ano e meio. A atividade começou como um hobby e hoje se tornou sua profissão. Ele e seu pai estão abrindo uma empresa. “A gente faz em casa mesmo. No começo, só nossos amigos que experimentavam e, no final do ano passado, a gente começou a vender e o pessoal gostou”, conta.

A cerveja “Avenida 42” é vendida no bar Otello. O aposentado Paulo dos Santos, 73, porém, não teve tanta sorte. Curioso como sempre, tentou fazer cerveja há alguns anos e errou a dose. Resultado: as garrafas estouraram à noite e as tampinhas furaram o telhado. A família toda acordou achando que era tiroteio.

Confraria Caipira reúne cervejeiros
Existe um grupo de cervejeiros na região que se reúne cada dois meses para trocar experiências, cervejas e produzir uma receita com todos juntos. A Confraria Caipira começou por acaso. “Eu e meu namorado conhecemos um rapaz em São Carlos, ele conhecia outro e por aí foi. A maioria foi se conhecendo pela internet mesmo. Marcamos um churrasco, todos se conheceram e agora nos reunimos sempre”, conta a jornalista Michele Carvalho, 28.

Ela e o namorado, o técnico em informática João Henrique Levada, 32, começaram a se interessar por cerveja artesanal há dois anos. Para começar a se aventurar no ramo, fizeram um curso na Cervejaria Opera, em Araraquara. “É o nosso hobby. Fazemos em casa, para a família e os amigos. O bom de participar da Confraria é que dá para tirar dúvidas também. Nós temos um grupo de e-mails e sempre mandamos mensagens para todos quando surge uma dúvida e alguém acaba ajudando”, completa Michele. O próximo encontro é no final deste mês, em Bauru.

Fonte: Araraquara.com


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