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Descalvadense leva susto durante vôo de parapente no Rio de Janeiro

26/08/2013

Sudmar Franzin isenta instrutor de culpa e acredita em uma "infelicidade".
Ambos foram parar no meio de nuvem em voo livre no Rio de Janeiro.


O comerciante de Descalvado (SP) Sudmar Franzin, de 49 anos, que viveu momentos de desespero junto com um instrutor durante um salto de parapente, no Rio de Janeiro, disse nesta segunda-feira (26) ao G1 que não ficou com nenhum trauma após o ocorrido. "Eu voaria de novo. Com o tempo limpo sim, mas com nuvens não”, ressaltou. No dia 17 de agosto, ambos ficaram durante quatro minutos no meio de uma nuvem. O caso ganhou repercussão depois que um amigo do comerciante postou o vídeo do salto na internet.

Franzin isentou o instrutor de qualquer culpa pelo incidente e, para ele, tudo não passou de uma "infelicidade". Na hora que fui pular, o tempo estava limpo, estava aberto. Com uns 5 minutos de voo veio essa neblina, que fechou em cima da gente, e veio uma rajada de vento que nos levou para dentro da nuvem”, disse.

Ele também disse que não pretende processar o instrutor ou o clube responsável. “O instrutor me convidou novamente para voar no domingo (18), se o tempo estivesse bom. Eu falei que iria. No domingo, depois da meia maratona, ele me ligou, mas o tempo estava muito ruim. Fiquei com medo, mas eu voaria de novo só para tirar isso da cabeça. Com o tempo limpo sim, mas com nuvens não”, afirmou.

Depois da divulgação do vídeo, o instrutor procurou o comerciante para falar sobre a repercussão e para perguntar como ele estava. "Eu falei para ele que eu estava bem, mas ainda estava com dor de cabeça e tontura. Fiquei uns quatro dias assim. Eu não quero julgar, mas eu fiquei chateado, porque isso atrapalhou a carreira e a vida dele", disse Franzin.

Desespero e reza
Apesar da aparente calma no vídeo, o comerciante disse que entrou em desespero. “Na hora que ouvi o instrutor falar ‘meu Deus’. Ali eu já vi que o negócio era sério. Até pousar teve muito problema lá no alto. O medo de bater nas montanhas era terrível. A gente não sabia o que ia encontrar. Fechei o olho e o instrutor começou a rezar. Na hora passou tudo pela minha cabeça. A gente não sabia o que ia encontrar”, afirmou.

O comerciante disse que também rezou, mas em pensamento e ficou preocupado quando o instrutor perguntou se ele sabia nadar. "Tenho que agradecer muito a Deus por estar vivo. Eu sei nadar, mas tive medo de cair no mar e não conseguir me soltar do equipamento. Eu sabia que se isso acontecesse ia ser fatal”, disse.

Falhas
O instrutor de voo livre Luiz Gonzaga Pereira de Souza, de 57 anos, disse, nesta segunda-feira (26) ao G1, que não falhou durante o procedimento, que durou 13 minutos. “Eu não falhei. Eu estava atento, não considero erro. Poderia acontecer com qualquer um. Eu fui surpreendido pelas condições meteorológicas. Eu virei um sanduíche”, falou. Ele foi suspenso por tempo indeterminado do Clube São Conrado de Voo Livre. Souza ainda terá a licença de voo reavaliada e vai passar por um curso de reciclagem.

Souza disse que pediu a oração porque já tinha esgotado as condições como piloto. "Como piloto fiquei esgotado de manobras. Ali era o Luiz Gonzaga ser humano. Eu apelei para Deus. Eu senti minha vida ao léu. Em 18 anos de voo nunca vivi essa situação”, disse o instrutor que viajou a Belo Horizonte (MG) para visitar a família.
Segundo o vice-presidente do Clube São Conrado de Voo Livre, Augusto Prates, houve excesso de confiança por parte do instrutor. “Na realidade, ele estava tão senhor da situação que ele deixou procedimentos básicos de segurança: primeiro não ir para a praia, não seguir um procedimento em teto baixo, que é você ir para a praia. Segundo, que ele largou os comandos e pegou a máquina e filmou e largou, quando se deu conta perdeu a referência em função de entrar na nuvem”, comentou Prates.

Souza se defende das alegações de Prates. “Se o voo estiver seguro, o instrutor pode retirar as mãos. A previsão do tempo estava ótima. Eu poderia ter ido direto para a praia, mas quis proporcionar um voo mais longo. O clube está mais preocupado com si próprio do que comigo, que sou associado”, contou.

Uma lei federal, de 1986, proíbe que os voos duplos sejam vendidos como voos panorâmicos. O Clube São Conrado de Voo Livre nega que cometa essa prática e diz que todos os voos fazem parte de um curso e que cabe ao aluno seguir com o treinamento depois do primeiro salto. Souza alega que o voo não foi duplo ou panorâmico; "Fiz um voo de instrução, o que é permitido", explicou.

O salto
No dia do incidente as condições do vento eram boas. Mas as nuvens estavam muito baixas. A orientação para os instrutores era que voassem direto para a praia, onde o céu estava mais limpo.

Não foi o que aconteceu. O instrutor deu voltas em torno da Pedra Bonita. Numa delas, lá no alto, se vê outro instrutor, também desobedecendo as orientações de voar baixo, em direção à praia.

As imagens mostram que Gonzaga solta uma das mãos do comando do parapente para ajustar o capacete. Em seguida, retira também a outra mão para utilizar a câmera de vídeo.

De repente, um susto: os dois vão parar dentro de uma nuvem. O vento era forte o parapente balançava. O instrutor começa manobra, mas o parapente balança e o turista se desequilibra. São momentos de tensão. O instrutor chega a pedir pra desligar a câmera e rezam uma “Ave Maria”.

O instrutor percebeu que o parapente havia dado a volta na montanha, e foi parar do outro lado: a cinco quilômetros da Praia de São Conrado, onde deveria pousar. Eles desceram no Itanhangá.

G1


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