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Unesp Araraquara cria bioválvula que reduz cirurgias cardíacas em 3 horas

19/09/2013

Pesquisadores de Araraquara, SP, ajudaram empresa com tecnologia.
Tempo tradicional da operação pode ser reduzido de 4h para 40 minutos.


Pesquisadores da Unesp de Araraquara (SP) ajudaram uma empresa privada a desenvolver uma bioválvula que pode simplificar as operações no coração. O tempo de uma cirurgia tradicional pode ser reduzido de quatro horas para até 40 minutos. O custo do material ainda é alto, mas os pesquisadores acreditam que futuramente ele possa ser usado no Sistema Único de Saúde (SUS).

A aposentada Ivone de Freitas passou por um operação delicada após um problema no coração. O tórax teve que ser aberto e a cirurgia foi longa e complicada. “Foram oito horas. Fiquei 10 dias antes da cirurgia e mais 12 dias para recuperar. Foi difícil”, disse.

Para evitar o desconforto da cirurgia tradicional, pesquisadores da Unesp em Araraquara ajudaram a criar uma válvula cardíaca, implantada de forma menos invasiva e mais rápida. A técnica é indicada para pacientes idosos, de alto risco.

A válvula pesa três gramas, tem 30 milímetros de diâmetro e foi feita com uma membrana que reveste o coração do boi. O produto desenvolvido por uma empresa privada foi aperfeiçoado por cientistas do Instituto de Química. Antes, a válvula tinha uma liga metálica de aço, menos resistente.

“Passou a ser cortada a laser e testamos vários materiais, dentre eles a liga metálica de cobalto cromo. Foi a que ofereceu a melhor resposta, o melhor acabamento, bastante atualizado e que tem biocompatibilidade com o organismo, menos rejeição”, explicou o coordenador do Grupo de Biomateriais da Unesp, Antônio Carlos Guastaldi.

Com ela, o implante é bem mais simples. Os médicos fazem um pequeno corte na costela e, com um cateter, introduzem a válvula fechada. Quando chega ao coração, ela abre, como um guarda-chuva.

“Uma cirurgia tradicional pode durar de três a quatro horas. Essa nova técnica em mãos hábeis [o tempo de cirurgia chega] a no máximo uma hora, 40 minutos. Permite que pacientes que antes não tinham acesso ao tratamento, possam ter. Só aí já é um avanço importante”, analisou o cardiologista João de Freitas Júnior.

Ao todo, 250 pessoas já passaram pela cirurgia. O procedimento é usado em pacientes com estenose aórtica, quando a válvula não abre completamente e reduz o fluxo de sangue. “É a primeira transcateter desenvolvida no Brasil, a única válvula nacional”, afirmou o diretor de produtos Guilherme Agreli.

Alto custo
O problema é o custo, que não sai por menos de R$ 70 mil. A rede pública de saúde não cobre o procedimento. “Os custos envolvidos num primeiro momento são altos, mas, como tudo aquilo que é difundido de uma forma mais ampla, a tendência é que esses custos caiam e se possa expandir o uso para a população atendida pelo SUS”, ressaltou Freitas Júnior.

O Ministério da Saúde não conhece a nova válvula e por isso não comentou a possibilidade de usar o produto na rede pública.

G1


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