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Receita reavalia pedido de São Carlos para internacionalização do aeroporto

04/11/2013

Prefeito e empresários querem mudança para estimular indústria na cidade.
Plano de negócios prevê novos investimentos e cerca de 600 empregos.


A Receita Federal vai reavaliar o pedido de internacionalização do aeroporto de São Carlos (SP), feito pela Prefeitura e por empresários. No início de setembro, o órgão afirmou que o volume de cargas não justifica essa mudança, mas depois da entrega de um novo plano de negócios, a decisão será revista.

“A diretoria da TAM expôs um plano altamente viável, não só para a empresa, mas para a própria Receita Federal e para a competividade das indústrias de São Carlos e da região Central do Estado”, falou o prefeito de São Carlos, Paulo Altomani (PSDB).

A decisão de reavaliar o pedido foi tomada durante reunião no Ministério da Fazenda, em Brasília (DF), na última semana. Segundo o diretor executivo da TAM, Luiz Gustavo Figueiredo, o projeto traz a importação do avião. “Não estamos falando em carga, estamos falando da importação do avião, por isso que trouxemos o plano de negócios para mostrar para Receita”, justificou.

Atualmente, a TAM tem um hangar onde consegue dar manutenção em até 10 aeronaves ao mesmo tempo. Por enquanto, são apenas aviões nacionais, mas a empresa pretende ampliar a capacidade, já que uma companhia aérea do Chile tem interesse em trazer as unidades para manutenção em São Carlos.

“Com a internacionalização, nós imaginamos que seja possível aumentar em cinco linhas, ou seja, de 10 manutenções simultâneas para 15 com novos hangares. Nós estamos falando em aumentar de 1,4 mil para dois mil funcionários em São Carlos”, afirmou o diretor sênior da Unidade de Negócios MRO, Luiz Gustavo Pereira da Silva.

Liberação
O governo de São Paulo já liberou a mudança junto ao Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), mas falta a aprovação da Receita Federal, que vai nomear uma equipe de Brasília e outra de São Paulo para analisar o caso.

“A equipe técnica deverá conversar com a Secretaria da Receita em São Paulo para analisar os novos dados apresentados pela TAM para que possa haver uma decisão e eu espero que seja positiva”, disse Altomani.

Economia
Atualmente, para fazer a manutenção, os aviões que vêm do exterior precisam passar por um processo de admissão temporária em um aeroporto internacional. Atualmente, as alternativas são os aeroportos de Guarulhos, Campinas e Galeão no Rio de Janeiro. O procedimento pode demorar de dois a três dias e só depois eles seguem para a oficina que fica no aeroporto de São Carlos.

Depois da manutenção, as aeronaves têm que voltar a um aeroporto internacional e fazer todo o processo novamente, o que representa mais demora, de dois a quatro dias. Só então podem voltar ao país de origem.

O diretor do centro de manutenção explicou que manter uma aeronave parada por vários dias representa prejuízo. Se o aeroporto de São Carlos fosse internacional, os aviões de fora poderiam pousar, o que agilizaria o processo. “Levando em conta que o custo da diária de um avião parado é de 30 mil, 40 mil dólares, nós estamos falando em 200 mil dólares de custo que o operador do avião tem”, afirmou Silva.

Fonte: G1


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