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Porto Ferreira faz levantamento para mapear perfil de usuários de drogas

13/12/2013

Incentivo dos amigos é o principal motivo do consumo de entorpecentes.
Pesquisa foi feita durante dois meses em oito regiões do município.


A Prefeitura de Porto Ferreira (SP) traça o perfil dos dependentes químicos por meio de 50 relatos na cidade. O levantamento revelou que 51% dos usuários começaram a consumir drogas por incentivo dos amigos. Quase 94% dos dependentes têm família. Outro dado da pesquisa mostrou que 89 % dos usuários são do sexo masculino e moram na cidade. A droga mais consumida é o crack. Com essas informações, a Prefeitura visa criar projetos que ajudem a combater o vício.

Durante dois meses, profissionais da Prefeitura percorreram oito regiões pra fazer a pesquisa. Eles constataram que oito em cada 10 usuários têm uma profissão. O levantamento também apontou que 17% deles moram na rua.

A Prefeitura vai analisar o que levou cada um dos dependentes ao vício para traçar um plano e metas de tratamento. Segundo o diretor de governo, Eduardo Vianna, a análise é como diagnóstico médico.

“Vamos minimizar a dor de cada família e dar perspectiva de vida melhor para cada uma dessas pessoas que estejam nessa condição. O diagnóstico é o primeiro passo. É como uma doença, você não consegue uma medicação sem uma avaliação clínica, então, nós fizemos por enquanto a avaliação. Com as informações vamos começar as análises para realizar as ações”, explicou.

Situação
Mesmo durante o dia os usuários se reúnem para preparo e consumo de crack, no meio da mata de um terreno particular, na Vila Maria. O grupo vive sem água, sem energia, praticamente sem comida e improvisa um teto pra morar.

Um dos homens que ficam no local já trabalhou em uma indústria de cerâmica, teve mulher e duas filhas. Porém, por causa vício, iniciou no tráfico. “Para eu não roubar nada da minha casa, dos vizinhos e nem de ninguém, eu criei o hábito de vender e usar. Por meio disso eu fiquei preso em várias cadeias e presídios durante oito anos”, contou.

Há seis meses ele saiu de casa para ficar nas ruas. “Tomei essa decisão para não fazer minha família sofrer mais. Porque é muito sofrimento, tanto para gente, tanto para família da gente. Ontem eu vi minhas duas filhas, mas foi só de relance, sinto muita falta delas”, lamentou.

Um pedreiro e funileiro de 36 anos afirma que vive nas ruas porque foi abandonado. “Eu vivo nas ruas porque não tive amor de pai, nem de mãe. Fui abandonado ainda pequeno. Então convivo no mundo do crime desde criança. Aconselho quem nunca experimentou as drogas a não experimentar. Eu espero uma ação da Prefeitura e uma oportunidade de me tornar novamente uma pessoa da sociedade e ser visto como ser humano”, disse.

Para uma jovem de 22 anos, que também convive no local, os problemas de relacionamento com a mãe alcoólatra motivaram a dependência. “Sou viciada em cocaína desde os 11 anos e passei a usar crack há 4 anos. Ultimamente eu vivo pelo crack. Sempre tive que me virar sozinha. Minha mãe sempre deu tudo do bom e do melhor para minhas irmãs e nunca para mim. A rejeição sempre foi grande”, contou.

Segundo a assessoria da Prefeitura, no momento não será feito nenhum trabalho para retirar os usuários de drogas das ruas.


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