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Perícia encontra vestígios de sangue na casa de menina morta em Mococa

09/01/2014

Trabalho de investigação foi realizado na tarde desta quarta-feira (8).
Suspeitos do assassinato, mãe e padrasto foram presos no sábado.




Uma perícia realizada nesta quarta-feira (8) identificou vestígios de sangue no banheiro e no quarto da casa da menina Íris Stefanie Martins, encontrada morta em Mococa (SP), no sábado (4), com três perfurações de faca no peito. A Polícia vai pedir exames de DNA para comprovar se o sangue é da criança e o material da mãe e do padrasto, principais suspeitos do crime, também será analisado. O laudo de outra prova importante para a polícia, a faca apreendida na casa, deve sair em dez dias.

O trabalho de investigação foi feito por peritos do Instituto de Criminalística de São João da Boa Vista (SP). O objetivo foi encontrar evidências para esclarecer o caso. Depois de aplicar uma substância chamada luminol, que reage onde há vestígios de sangue, os técnicos e policiais civis encontraram marcas de sangue no banheiro e em um dos quartos.

Segundo o delegado Wanderley Fernandes Martins Júnior, isso pode significar que a mãe e o padrasto de Íris tentaram limpar as marcas do crime que ficaram pelos cômodos.

O trabalho começou pelo banheiro da casa onde Íris morava com a mãe, o padrasto e duas irmãs. Todo o trabalho foi fotografado e o material coletado vai ser enviado para análise. Se ficar confirmado que os vestígios de sangue são de Íris, a polícia deve fazer o exame de DNA dos suspeitos, a mãe Ana Paula Lima Milani, de 36 anos, e o padrasto Sebastião Carlos Rodrigues, de 26 anos.

Os dois permanecem presos. Ele está em Casa Branca e ela em uma sala da Delegacia de Tambaú, depois que detentas se rebelaram contra a presença dela na cela. Agora ela está isolada para não sofrer represálias.

Sem sangue
O corpo de Iris foi encontrado por um vizinho na manhã de sábado em um terreno que fica a menos de 100 metros da casa dela no bairro Mocoquinha. O corpo não tinha mancha de sangue, estava com roupa limpa, sem perfuração. O fato chamou a atenção do delegado. "Se ela tivesse sido morta no terreno, o corpo estaria ensanguentado porque teria atingido alguma artéria, mas não, ela foi simplesmente deixada lá", disse.

Mais evidências
O banheiro da casa molhado é outra evidência apontada pelo delegado. "O casal disse em depoimento que acordou de madrugada para tomar banho e não deu falta da criança. Eles voltaram a dormir, mas não souberam informar o horário, relatou Martins Junior.

O delegado também afirmou ter estranhado a reação da mãe durante o depoimento. “Da mãe a gente sempre espera alguma emoção, mas ela é uma pessoa extremamente fria, como se não tivesse ocorrido aquilo como uma filha. Não chorou em nenhum momento, ela simplesmente nega a participação no crime”, disse.

Dos dez filhos, apenas três menores moravam com o casal. Na noite do crime, somente a vítima Iris Stefanie Martins dormia em casa. O delegado disse que as investigações podem durar 30 dias.

G1


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