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USP São Carlos testa microcópteros para monitorar trânsito e enchentes

09/01/2014

Objetivo é alertar sobre possíveis situações de risco, explica pesquisador.
Estimativa é que sistema seja implantado na cidade em até um ano e meio.



Uma pesquisa realizada no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos (SP), testa microcópteros para monitorar o trânsito e também enchentes. O objetivo é alertar sobre possíveis situações de risco. O responsável pela pesquisa, Jó Ueyama, acredita que o equipamento pode ainda auxiliar a polícia em ações de segurança. A previsão é que o sistema esteja disponível na cidade em até um ano e meio.

Segundo Ueyama, a próxima geração de veículos já prevê itens opcionais como sistemas de comunicação sem fio wi-fi e tecnologia 3G ou 4G, utilizadas em redes de telefonia móvel. Aliadas a uma tecnologia mais sofisticada empregada na pesquisa, essas ferramentas permitirão a troca de dados entre microcópteros e automóveis.

“Ele consegue captar, por exemplo, um ponto de alagamento ou enchente e enviar a imagem, informar que determinada via está congestionada e criar rotas alternativas. O microcóptero, neste caso, serviria como uma ‘mula de dados’, ou como uma ponte de comunicação entre os veículos”, explicou o professor da USP.

Para Ueyama, os microcópteros podem ser considerados ‘computadores voadores’. O projeto é uma continuidade do sistema e-NOE, que detecta enchentes e níveis de poluição em rios e córregos por meio de uma rede de sensores sem fio, instalados em três pontos da cidade. O software é capaz de prever quando uma forte chuva poderá ocasionar o transbordamento dos córregos onde os sensores estão instalados.

Vant
O veículo aéreo não tripulado (vant) utilizado na pesquisa é alemão e foi comprado nos Estados Unidos. O equipamento, que custou cerca de R$ 20 mil, foi equipado com GPS, sensores e câmera de alta resolução, que filma em full HD e fotografa.
O microcóptero possui oito hélices, o que permite continuar a navegação caso uma delas apresente falhas. A pequena aeronave pesa 2,2 quilos e tem autonomia de aproximadamente 40 minutos de voo. Funciona com duas baterias e pode ser operada por controle remoto ou por meio de uma rota pré-estabelecida no computador. O vant pode atingir uma altura de 400 metros mesmo em dias de chuva fraca.

A ideia é disponibilizar o equipamento para uso na cidade em até um ano e meio. “Temos que consolidar parte do software, corrigir erros e estudar o novo modelo de vant que passamos a usar com oito hélices”, explicou o professor.
Segundo ele, o projeto iniciou em 2011 e os primeiros testes foram realizados na pulverização de lavouras com um modelo de equipamento de quatro hélices. Devido à falta de instabilidade do aparelho, os pesquisadores adquiriam um de seis hélices até optarem pelo modelo atual.

Outras aplicações
Em situações de desastre, como deslizamentos ou fortes tempestades, o microcóptero pode captar os dados e enviá-los para centros de informações, com a finalidade de minimizar os efeitos da situação em um curto espaço de tempo.

O pesquisador também sugere que o equipamento seja utilizado na segurança, para investigações sobre tráfico de drogas. “O microcóptero é silencioso. Após atingir uma altura de aproximadamente 150 metros ele pode ser confundido com um pássaro qualquer, o que facilitaria filmar e enviar imagens em tempo real à polícia, sem que seja abatido pelos traficantes”, explicou Ueyama.

Além disso, o equipamento pode ser usado também por concessionárias para realizar a manutenção nas rodovias. “Por ano, gasta-se cerca de R$ 200 milhões para limpar e cortar o mato alto em torno das vias. O equipamento ajudaria a identificar essas áreas para realizar algo pontual. Com isso, diminuiria os custos”, ressaltou o pesquisador.

O microcóptero, que foi desenvolvido em parceria como pesquisadores do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), além de estudantes da iniciação científica e pesquisadores do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), conta com o apoio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC).

G1


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