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Depoimento de padrasto contradiz o de mãe de menina morta em Mococa

15/01/2014

Homem nega agressão à companheira. Ela diz que já foi vítima duas vezes.
Íris Stefanie Martins, de 8 anos, foi morta e jogada em terreno no dia 4




O depoimento de seis horas do padrasto da menina de 8 anos encontrada morta no dia 4 de janeiro, em Mococa (SP), apresentou uma contradição em relação às declarações da mãe, que deu sua versão na sexta-feira (10), de acordo com a Polícia Civil. Sebastião Carlos Rodrigues, de 27 anos, negou que tenha agredido a companheira Ana Paula Milane, de 36. Contudo, ela alega que sofreu violência duas vezes. Ambos são suspeitos do assassinato da menina, mas negam.

Apesar da contradição, o delegado Wanderley Fernandes Martins Júnior disse que não será necessária uma acareação entre os dois. "Não vai haver porque os dois negam a prática do crime e negam que um ou outro tenha cometido o crime", explicou.

O objetivo dos depoimentos é tentar esclarecer o que aconteceu na noite em que a menina de oito anos foi morta. A mãe e o padrasto da criança disseram que não sabem quem cometeu o crime. Testemunhas afirmam que o relacionamento dos dois era conturbado e que Rodrigues tinha comportamento violento.

Na sexta-feira (10), a mãe disse que foi agredida duas vezes pelo companheiro, mas que ele nunca bateu nas enteadas. “No depoimento ele negou que tenha cometido o crime, que fosse uma pessoa violenta e que tivesse agredido Ana Paula ou suas filhas”, disse o delegado.

Sangue
A polícia já recebeu de volta as toalhas e o lençol manchados de sangue, que foram encontrados na casa. Todos serão enviados para exame de DNA, em São Paulo. O resultado sai em 20 dias. “Ele disse desconhecer a origem do sangue e disse que, em momento algum, notou presença de outra pessoa na casa naquela noite”, afirmou o delegado.

Prisão
Depois de ouvido, o padrasto seguiu para o Pronto-Socorro para fazer exame de corpo de delito, antes de voltar para a cadeia de Casa Brancax. A mãe da garota continua presa em Tambaúx. “Não descartamos a possibilidade de ouvir mais testemunhas. Nós temos 10 dias de prisão temporária até o momento, mas são 30 dias que podem ser prorrogados por mais 30. Se houver necessidade nós iremos ouvir mais pessoas”, disse Martins Júnior.

Perfil e frieza
Ana Paula, que estava desempregada, tinha dez filhos, contando com Íris. O primeiro marido dela morreu e o último está preso. Rodrigues veio do Maranhão para trabalhar na construção civil em Mococa há menos de um ano e começou a ser relacionar com ela há seis meses. Ele já tinha passagem pela polícia.

Para o delegado, o que mais marcou até agora durante as investigações foi a frieza da mãe. “Quando a mãe vê um filho morto, vítima de homicídio, ela fica desesperada ou entra em choque, quer abraçar o corpo, ficar próximo, coisa que nós não nos deparamos nesse caso”, afirmou.

Perícia
Vestígios de sangue encontrados no quarto de Íris e na pia do banheiro, depois de uma perícia na quarta-feira (8), reforçam as suspeitas de que a menina possa ter sido morta dentro da casa onde morava e depois jogada no terreno.
A polícia já sabe que havia sangue em duas toalhas e no lençol da cama de íris. O exame que vai confirmar se o sangue encontrado é ou não da menina vai sair em 30 dias.

Corpo
O corpo de Íris foi encontrado por um vizinho na manhã de sábado (4) em um terreno que fica a 50 metros da casa dela no bairro Mocoquinha. O corpo não tinha mancha de sangue, estava com roupa limpa, sem perfuração.

G1


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