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Marceneiro morre após esperar 15 horas por cardiologista em São Carlos

15/01/2014

Celso Marini, de 63 anos, passou mal domingo (12) e morreu na segunda.
Família da vítima acusa médico de plantão da Santa Casa de negligência.




Um marceneiro de 63 anos morreu, na segunda-feira (13), após esperar 15 horas por um cardiologista na Santa Casa de São Carlos (SP). A família acusa o médico de negligência. A assessoria de imprensa do hospital disse que uma sindicância foi aberta para investigar o caso.

Celso Marini se sentiu mal no fim da tarde de domingo (12). A mulher o levou até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Prado onde ele passou por exames. Com os resultados em mãos, o médico decidiu encaminhá-lo para a Santa Casa.

"Nós chegamos ao hospital por volta das 19h30. O médico plantonista disse que o caso dela era para especialista e que ia chamar um cardiologista. Enquanto a gente esperava eu tive que brigar para pedir uma maca para ele, porque até então, ele esperava numa cadeira de rodas", relatou a mulher Maria Edwirges Tozo Passos.

A aposentada foi embora à meia noite e deixou o marido no hospital. Quando ela voltou no dia seguinte, soube que ele ainda estava à espera do cardiologista.

"Eu voltei na segunda-feira umas 7h30 e perguntei para ele se o cardiologista tinha vindo, mas ele disse que não. Quando foi por volta das 10h30, ele começou a passar muito mal e foi levado às pressas para a UTI [Unidade de Terapia Intensiva]. Então, eu perguntei para a enfermeira: cadê o cardiologista? E ela me respondeu que eles iam ligar para ele vir com urgência", relatou.

A mulher ficou indignada. "Não entendo porque eles não tinham chamado o médico ainda, isso para mim foi descaso, negligência. E se ele estava de plantão, se ele foi acionado, ele deveria ter ido mesmo durante a noite, não entendo por que não foi", lamentou a aposentada.

O plantonista disse à mulher que Marini teve uma parada cardiorrespiratória. A família ainda não sabe se vai registrar boletim de ocorrência.

Recorrente
As reclamações de demora no atendimento e a falta de vagas para internação na Santa Casa de São Carlos são recorrentes. A dona de casa Angela Marin passou a noite no hospital à espera de atendimento para o irmão de 34 anos.

"Nós chegamos aqui ontem [segunda-feira] e até agora não conseguimos. Ele está com infecção no pâncreas e tem que esperar no corredor porque não tem vaga", reclamou.

Segundo ela, pelo menos dez pacientes esperam por uma vaga no corredor. A preocupação é grande. "Meu medo é que ele pegue alguma infecção porque fica tudo muito exposto, o banheiro é comum, uma tristeza", falou Angela.

Outro caso
A dona de casa Joana Pereira da Cosat foi com o marido de 71 anos procurar atendimento. Ele já teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e precisa de cuidados constantes, mas não foi o que ela encontrou por lá.

"Nós tivemos que esperar um tempão, o que já foi difícil porque ele é impaciente. E não conseguimos nem sequer a receita para o medicamento que ele precisa", reclamou.

O cenário, segundo ela, é de tristeza. "Muita gente no corredor, bebedouro sujo. Tinha uma senhora chorando porque não tinha sido atendida e nem tinha comido nada", comentou.

Santa Casa
A assessoria de imprensa da Santa Casa informou que a demora no atendimento se deve a alta demanda do hospital. Por isso, os pacientes esperam no corredor até desocupar um leito.

G1


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