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Após 9 meses, pai ainda tenta reaver túmulo dos três filhos em São Carlos

23/01/2014

Os restos mortais foram enterrados em outro local após venda irregular.
Processo está na Justiça, mas pai diz que envolvidos continuam no local.



Nove meses após a denúncia de venda ilegal de túmulos no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, em São Carlos (SP), o funcionário público de São Carlos (SP) Marco Aurélio dos Santos ainda não conseguiu a transferência dos restos mortais dos três filhos para o jazigo que era da família. O túmulo delas teria sido vendido indevidamente para outras pessoas. O caso está na Justiça, mas o pai diz que o processo administrativo está parado e os envolvidos ainda estariam trabalhando no local. A Prefeitura diz que aguarda a conclusão dos processos para tomar providências.

Em abril do ano passado, a mãe dos bebês denunciou o caso após não encontrar o túmulo dos filhos. Os restos mortais das crianças foram retirados do túmulo original e enterrados indevidamente em um espaço, entre dois túmulos.
Ao todo, quatro famílias denunciaram que sepulturas onde deveriam estar os corpos de parentes na verdade estavam com nomes de pessoas estranhas. A polícia concluiu o inquérito e encaminhou o processo para o Ministério Público, que deve denunciar os suspeitos.

Processo parado
Além da punição dos envolvidos, Marco Aurélio dos Santos, quer reaver o túmulo da família, mas, segundo ele, o processo administrativo para isso está parado. “O jurídico já foi para o fórum e o administrativo está na mesma. Nenhuma solução ou satisfação da administração”, afirmou.

Enquanto o caso não é resolvido, os restos mortais dos filhos foram levados para outro túmulo da família dele. Para o servidor público, o descaso aumenta a dor da perda. “Minha maior indignação é a falta de respeito para o com o ser humano e a falta de consideração da administração. A demora de um processo que poderia ser rápido. Outra indignação é que as pessoas que fizeram esse trambique, essa violação de túmulos, continuam trabalhando no cemitério municipal de São Carlos”, lamentou.

Providências
Em nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura de São Carlos informou que um processo administrativo foi aberto para apurar os fatos. Informou ainda que aguarda a conclusão dos processos para tomar as providências necessárias. A Prefeitura não comentou a acusam do pai de que os envolvidos ainda estão trabalhando no cemitério.

Indiciamentos
No dia 26 de abril do ano passado, o ex-administrador do Cemitério, Paulo Roberto Damin, foi indiciado pela Polícia Civil por peculato e violação de túmulos. Segundo a polícia, ele teria comandado a venda ilegal de túmulos no cemitério. Ele nega envolvimento no caso. O empreiteiro também foi indiciado por crime contra a honra de pessoas mortas.

Há oito anos, Damin foi exonerado e condenado a indenizar famílias por venda de túmulos e desvio de taxas. Ele alegou que, quando assumiu o cargo em 2001, foi obrigado a fazer a desapropriação de túmulos simples, ainda na terra, para garantir novos sepultamentos.

G1


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