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Japoneses criam sensor orgânico que avisa hora de trocar fralda

11/02/2014

Ferramenta permite saber se a fralda precisa de troca sem tirá-la.
Protótipo é capaz de monitorar umidade, pressão e temperatura.



Um invento japonês promete facilitar a vida dos pais de bebês e crianças pequenas. Cientistas apresentaram nesta segunda-feira (10) um sensor descartável que pode ser inserido em uma fralda e avisar o momento da troca.

O circuito flexível integrado, impresso em filme plástico simples, transmite informações e recebe energia sem fio, podendo ser fabricado ao custo de alguns ienes, afirmaram os desenvolvedores à AFP. Cada iene, equivale a 2 centavos de real.

O sistema, que usa materiais orgânicos, foi desenvolvido por uma equipe de cientistas liderada pelos professores Takayasu Sakurai e Takao Someya, da Universidade de Tóquio. Além do uso em fraldas infantis, a tecnologia pode ser aplicada também em fraldas geriátricas, campeãs de venda no Japão, país com uma grande população de idosos.

As fraldas comuns mudam de cor para indicar quando estão molhadas, mas ainda exigem tirar a roupa do usuário para se checar a necessidade de troca. "Se a percepção for eletrônica, será possível ver a necessidade de troca simplesmente aproximando-se do usuário, sem precisar despi-lo", explicou Someya.

Outras aplicações
Além disso, afirmou, a tecnologia poderia ser aplicada diretamente sobre a pele como um emplastro, no lugar dos costumeiros dispositivos em formato de anel, utilizados em hospitais para monitorar o pulso e os níveis de oxigênio do sangue.

Os sensores de cuidados com a saúde costumam usar silicone e outros materiais relativamente rígidos que podem causar desconforto aos usuários.

A flexibilidade de uma camada única de filme plástico reduz o desconforto dos usuários, o que significa que pode ser aplicada em um número maior de lugares, oferecendo grande potencial a médicos e cuidadores de monitorar o bem-estar de crianças, idosos e doentes.

O protótipo do sistema desenvolvido é capaz de monitorar umidade, pressão, temperatura e outros fenômenos capazes de alterar a resistência elétrica, prosseguiu Someya. Mas os cientistas querem refiná-lo para reduzir o consumo de energia antes de disseminar seu uso.

Atualmente, o dispositivo de leitura de dados exige que o cuidador esteja a alguns centímetros do sensor, mas Someya afirmou que a equipe está estudando se consegue aumentar a distância, aumentando a praticidade do invento.


G1



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