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Seca e calor prejudicam produtividade da safra de laranja em Pirassununga

11/02/2014

Citricultores que possuem pomares que dependem da chuva têm prejuízos.
Apenas pomares com irrigação devem atingir a produtividade esperada.



O clima seco e o calor podem prejudicar a próxima safra de laranja, em Pirassununga (SP). Sem chuva, os cagricultores já sentem os reflexos em seus pomares. Os frutos estão menores e com menos qualidade. Apenas os pomares com irrigação devem atingir a produtividade. Segundo o Sindicato dos Citricultores, a situação ainda não tem efeito no preço do suco de laranja nos supermercados.

Segundo o agrônomo Ronei Romano, após uma florada bem sucedida que garantiram pés carregados, a falta de chuva vai causar prejuízos. “A fruta chegou a um ponto que precisa de chuva para o enchimento dela, para atingir o tamanho esperado. Se não chover agora, a tendência é que a fruta não forme um reservatório para que no futuro, quando chover de novo, ela se encha de água para dar o rendimento na caixa peso para o produtor", explicou.

Em uma fazenda de São Carlos, a produtividade está garantida com irrigação. São dois poços artesianos com capacidade para captar um milhão de litros de água por hora. Eles são usados para irrigar 280 mil pés de laranja. Cada pé consome 50 litros de água.

Segundo o junk citricultor Roberto Hugo, só por meio da irrigação para enfrentar um dos piores períodos de estiagens registrados na fazenda. “Temos registros de chuva desde 1959 , diário e mensal, nesses 55 anos não há um caso igual a esse, tivemos 49 milímetros. O normal de janeiro seria de 250 a 400 milímetros”, relatou.

Ele contou que o sistema de irrigação foi implantado há 10 anos, mas por conta da crise no setor, o investimento ainda foi pago. A esperança de Hugo é que esta safra seja melhor. "A expectativa é colher 900 mil caixas de 40 quilos. Para isso, estamos irrigando 21h por dia. O custo sobe muito, mas é melhor pagar do que perder a produção”, disse.


O casal de agricultores Walter Baldin e Helena Luzia Baldin, que possuem uma fazenda com 52 mil pés de laranja, seguem uma tradição religiosa.

“Vamos até a capela e levamos uma garrafa d’ água para pedir que a estiagem acabe. Eu rezo para Santa Cruz mandar chuva para nós. As lavouras já estão secando, pelo visto vai faltar água. Então temos que pedir muito a Deus”, disse Luzia.

“Pretendíamos produzir 50 mil caixas de 40 quilos, mas com a falta de chuva a situação é preocupante. Vamos enfrentar essa estiagem com fé. Estou torcendo para que venha chuva e se Deus quiser, vai chover”, falou Baldin.

Impacto
Segundo o Sindicato dos Citricultores, só depois da colheita no meio do ano vai ser possível avaliar o impacto da seca para o consumidor. Para a Associação Nacional de Exportadores de Sucos Cítricos ainda é cedo para saber o impacto que este longo período de estiagem vai causar na safra deste ano.

G1



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