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Passeata em São Carlos pede justiça após morte de estudante da UFSCar

28/02/2014

Rapaz achado em estrada de terra tinha ferimentos na cabeça e nas costas.
Pais e amigos buscam respostas para o crime contra o jovem de 22 anos.



Sensibilizados com a morte do universitário Sérgio Gonçalves Lima, 150 estudantes da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e moradores realizaram uma passeata pelas ruas da cidade nesta quinta-feira (27) para protestar contra a violência. O evento, organizado pelas redes sociais, contou também com a participação dos pais do ex-aluno encontrado morto na madrugada de domingo (23) a 300 metros do local de uma festa de formatura.

Por volta das 14h desta quinta-feira, cerca de 50 estudantes se concentraram no “Palquinho” da UFSCar, onde produziram cartazes com frases como “Respeito” e “Insegurança”, que seriam levados durante a manifestação.
Antes da saída, um estudante leu um manifesto com frases que o ex-aluno gostava de utilizar e a postura correta que ele tinha diante das situações. Emocionada, a mãe do jovem falou logo em seguida.

“Meu filho não vai completar o curso, mas quero que vocês vivenciem essa alegria. Ele vai ficar feliz quando vocês receberem esse diploma porque esse era o sonho dele. Ele queria estar muito aqui na UFSCar”, disse a dona de casa Sueli Gonçalves Lima.

A mãe do estudante aceitou participar do evento em solidariedade ao grupo. Ela disse esperar que a manifestação sirva como um alerta para que casos assim não voltem a ocorrer. “Fico emocionada ao saber o quanto o meu filho era querido. A minha expectativa é saber o que realmente aconteceu”, declarou.

O pai do jovem, o marceneiro Sérgio Silva Lima, também falou sobre o movimento. “Percebo o quanto os amigos gostavam dele. Não era dessa forma que eu gostaria de estar aqui, mas é bom poder participar”, disse.

Justiça
Durante o trajeto, mais manifestantes se reuniram no protesto. Aluno do 4º ano do curso de educação e amigo do jovem morto, o estudante Rafael Porto pediu por justiça, respeito à vida e por respostas sobre o caso. “Espero que a investigação seja concluída”, disse.

Lennon Ferreira, também do 4º ano, compartilhava do mesmo desejo. Amigo da vítima, ele descreveu Sérgio como uma pessoa alegre e tranquila. “Soube da morte pela internet e fiquei inconformado com tamanha agressividade. Até hoje pergunto: por quê? Espero que a polícia responda o que aconteceu”, disse.

A estudante de educação física Maira Moreira também soube do caso pelas redes sociais. Indignada, ela foi à passeata prestar solidariedade à família da vítima. “A gente sabe que não foi um acidente, foi um gesto de violência”, declarou.

Caso
O corpo de um estudante de 22 anos foi encontrado com ferimentos na cabeça e nas costas em uma estrada de terra, próxima à alça de acesso que liga a Rodovia Washington Luís (SP-310) ao Jardim Embaré.

Uma testemunha afirmou à Polícia Civil na segunda-feira (24) que houve omissão de socorro. Segundo a pedagoga Karla Bertacini, Sérgio estava vivo quando ela passou de carro e viu o jovem caído na estrada, a 300 metros do local de uma festa de formatura onde estavam. Ela afirmou que uma ambulância da festa foi chamada, mas não socorreu o rapaz.

A empresa Ticomia, responsável pela organização da festa, informou que abriu uma sindicância para apurar o caso. A morte está sendo investigada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que trabalha com a hipótese de homicídio e os seguranças são os principais suspeitos.

Investigação
Ao todo, a polícia já ouviu 11 testemunhas do caso e descartou a hipótese de atropelamento. Segundo o delegado Gilberto de Aquino, o jovem estava em uma formatura e foi expulso por um segurança após se envolver em uma discussão com um casal. Em depoimento, os seguranças disseram que o rapaz não estava no local por estar sem os trajes exigidos.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) constatou que ele teve traumatismo craniano e hemorragia interna na região lombar dorsal. “Os seguranças vão ter que explicar o que aconteceu, o motivo da abordagem e para onde ele foi levado”, afirmou o delegado.

Segundo Aquino, tentaram forjar um atropelamento. "Havia chovido momentos antes e o corpo não estava molhado. Ele foi desovado naquele local", explicou.

G1



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