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Agentes penitenciários de Araraquara e Casa Branca aderem à greve

14/03/2014

P-I de Itirapina também se juntou ao movimento nesta quinta-feira (13).
Funcionários querem reajuste salarial e criticam superlotação nas unidades.



Agentes penitenciários de Araraquara, Casa Branca e da penitenciária Dr. Antonio de Queiroz Filho, a P-I, de Itirapina (SP), aderiram nesta quinta-feira (13) à greve estadual da categoria. Na segunda-feira (10), funcionários da P-II de Itirapina já haviam anunciado adesão ao movimento. Eles querem um reajuste salarial de 20%, mudanças nas promoções e criticam a superlotação das unidades prisionais.

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou que todas as unidades prisionais do Estado seguem operando dentro dos padrões de segurança e disciplina estabelecidos. Disse também que apresentou um conjunto de propostas, mas que não foi aceito pela categoria.

Casa Branca
No portão de entrada da penitenciária de Casa Branca foi colocado um aviso sobre a greve na unidade, onde trabalham 320 funcionários. O agente de escolta e segurança Edvan Giroldo pede equiparação salarial.

“Trabalhamos nos mesmos locais que os outros e a diferença é de R$ 500 entre o agente de segurança penitenciária e o agente de escolta e vigilância”, argumentou. João Acácio Coelho é agente de segurança há 15 anos e reclama das condições salariais. “Nosso salário é muito baixo, tive uma perda salarial nesses 15 anos de quase 26% e é isso que estamos reivindicando”, disse.

Reajuste
O diretor do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp), Adriano Rodrigues dos Santos, informou que algumas reuniões foram feitas com o governo, mas que não se chegou a nenhum acordo. “Ofereceram 7%, o que não cobre nem metade da inflação, pedimos pelo menos essa correção e mais 5%, mas o Governo não ofereceu nem metade disso”, afirmou.

Segundo os grevistas, a segurança, banho de sol, alimentação e os atendimentos médicos dentro do presídio estão mantidos. Mas alguns serviços foram suspensos, como a saída de presos para fóruns, visitas de advogados e entrada de oficiais de justiça.

Além do reajuste salarial, os agentes reclamam da superlotação e das condições de trabalho. “Está com 1,8 mil presos e a capacidade dela é para 853, então estamos com problemas com falta de água para os presos, uma sela que é para seis presos está com 11”, comentou João Acácio Coelho, que trabalha na unidade de Casa Branca. A SAP não comentou o caso de superlotação.

Itirapina
Na penitenciária João Batista de Arruda Sampaio, a P-II, em Itirapina, parentes foram entregar comida para os presidiários nesta quinta-feira. Segundo a empregada doméstica Márcia Simões, que tem dois filhos presos no local, os agentes garantiram que a entrega seria feita. “Falaram que a comida vai entrar porque é uma vez por semana que podemos trazer”, afirmou.

Araraquara
Em Araraquara, a adesão dos agentes penitenciários é total, segundo o sindicato. Estão suspensas transferências de presos, visitas de advogados e entrada de oficiais de justiça. Apenas saída para participação de presidiários em audiências com júri popular está permitida. Ainda não foi decidido se as visitas no final de semana serão mantidas.

G1



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