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Professor passa em 5º em concurso e é impedido de lecionar por ser obeso

14/04/2014

"Tenho direito de ter um emprego", diz químico de Aguaí com 127kg e 1,70m.
Considerado não apto pela perícia, ele entrou com recurso e fará novo teste.


O professor José Luís de Sá da Silva, de Aguaí (SP), passou em 5º lugar no último concurso público para professor de educação básica do Estado de São Paulo, pela Diretoria de Ensino de São João da Boa Vista (SP), mas é mais um dos que foram impedidos de assumir o cargo por ser considerado obeso. Com 21 anos, 127 quilos e 1,74 metro de altura, o químico se sente humilhado por não poder exercer a profissão. “Tenho direito a ter um emprego como qualquer pessoa”, disse. Em nota, o Estado afirmou que segue critérios técnicos e científicos previstos em estatuto.

O Índice de Massa Corporal (IMC) dele era de 43,5 na época, quando pesava 132 quilos. O número é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como obesidade mórbida. O limite é 40. O químico já está em fase de emagrecimento porque, para ele, emagrecer é necessário para preservar a saúde. “É muito triste, porque a gordura faz mal sim, mas não me impede de trabalhar. Tenho que emagrecer sim, mas por mim”, falou o professor.

Recém-formado, ficou muito contente quando soube o resultado. “Me formei uns dias antes da prova e saber que na minha Diretoria eu passei em 5º lugar foi muito bom. Conheço muitas pessoas que já tentaram, mas não conseguiram passar”, contou.

O químico trabalha como professor temporário na rede estadual há dois anos. Ele é responsável, atualmente, por 30 aulas semanais e, segundo ele, o peso não o prejudica nas funções. “Nesses anos que dou aulas, nunca precisei faltar por conta do meu peso. Estou com 30 aulas como temporário, mas não sou apto para assumir 10 como efetivo”, protestou.

Indignação
Silva passou pela perícia no dia 5 de março e foi informado pelo médico que se ele fosse considerado não apto para a função, o motivo seria o peso. Quando o resultado foi publicado no Diário Oficial, ele não conseguiu acreditar.

O professor se sente discriminado com a situação. Para ele, não existe justificativa para isso. “Se for assim, vereadores, deputados, prefeitos, todos que trabalham em órgão públicos e estão acima do peso não poderiam exercer esses cargos”, concluiu.

Reconsideração
Em março, ele foi até o Departamento de Perícias Médicas do Estado e fez o pedido de reconsideração do laudo da perícia. Agora aguarda a nova data que, segundo ele, deve ser marcada ainda em abril. E apresentará os exames realizados como o médico que o acompanha.

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) informou que vai entrar com ação na Justiça para que todos os aprovados possam assumir as vagas.

Estado
Em nota, o Departamento de Perícias Médicas do Estado informou que segue critérios técnicos e científicos previstos no Estatuto dos Funcionários Públicos e que o recurso dele foi aceito.

G1



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