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Venda de chip menor condicionada a novo plano é crime, aponta o Procon

22/04/2014

Prática de operadoras de celular é venda casada, diz órgão em São Carlos.
Técnico diz que corte do cartão pode dificultar leitura e danificar o aparelho.



O condicionamento da venda de micro e nano chip de celular à contratação de um novo plano de serviços de operadora mais caro é considerado crime de venda casada pelo Código de Defesa do Consumidor, de acordo com o diretor do Procon de São Carlos, Joner Nery. Procurada, a Associação das Operadoras de Celulares (Acel) não deu retorno sobre assunto. Sem opção, muitos consumidores acabam recorrendo ao corte do chip maior, o que pode danificá-lo e ainda prejudicar o aparelho.

Os aparelhos celulares mais modernos funcionam com chips cada vez menores, mas muitos consumidores têm dificuldade na hora de comprar. Esse foi o caso da pedagoga Juliana Funari, que comprou um celular novo e precisou de um chip menor. Ela conseguiu, mas só depois de insistir muito com a operadora. “Foi muito difícil. Quando eu cheguei até a operadora, eles queriam trocar o meu plano. Eu bati o pé, falei que não queria, que eu ia até o Procon, ai eu consegui o chip”, disse.

Nas redes sociais, muitos consumidores fazem a mesma reclamação. Uma afirmou que é impossível conseguir um nano chip e permanecer com o mesmo plano. Outro consumidor, de outra operadora, conta que tem um plano pré-pago e que foi a uma loja para trocar um chip normal por um nano, mas o vendedor disse que só venderia caso ele aderisse a um plano.

Segundo o diretor do Procon, a diferença de preços entre os chips é permitida, mas caso a empresa faça venda casada, é preciso denunciar aos órgãos de defesa do consumidor. “A venda casada, a partir do momento que o consumidor é submetido a comprar um produto desde que ele leve outro”, disse.

Corte do chip
Com a dificuldade pra comprar um microchip, muitos consumidores mandam cortar o cartão, para que caiba no celular. O problema é que, ao fazer isso, além de perder o chip o aparelho pode ser danificado.

Mesmo sabendo disso, algumas lojas estão oferecendo esse serviço. Com uma câmera escondida, a reportagem do Jornal da EPTV flagrou uma:
Vendedor: “Dá para cortar se você quiser”.
Produtora: “Ai você corta aqui na loja mesmo?”.
Vendedor: “Corto”.

O técnico em manutenção de celulares Fabiano Magno explicou que os cortes podem dificultar a leitura do chip e até estragar a placa do telefone. “Fica uma rebarba e isso pode ocasionar a perda do seu aparelho. Você perde mais ou menos R$ 500 tendo que trocar a placa do aparelho”, alertou.

A universitária Letícia Luchesi comprou o celular novo pela internet e, ao procurar as operadoras para conseguir o microchip, viu que teria que pagar o dobro do preço de um comum. Procurou então um camelô para cortar o cartão. “Me preocupa bastante [danificar o aparelho] porque o valor que eu paguei nele não compensa um microchip de R$ 10”, disse.

G1



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