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Portaria do Governo Federal ameaça empregos em indústria de São Carlos

28/04/2014

Decreto exige que 10% dos aparelhos feitos no país tenham peças nacionais.
Índice é considerado baixo por fábrica que prevê queda na produção este ano.



Uma portaria do governo federal exige que 10% dos aparelhos de ar-condicionado do tipo split feitos no Brasil tenham compressores nacionais. O índice é considerado baixo pela maior fábrica de motores da América do Sul, instalada em São Carlos (SP). A mudança pode reduzir a produção e causar demissões de trabalhadores. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) afirmou que o percentual ainda pode ser revisto.

Os compressores fabricados pela Tecumseh têm tecnologia e 92% de peças nacionais. Mas muitas empresas têm optado pela importação. Resultado: queda nas vendas na única fabricante do país.

"Se a gente pegar o primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2013, as nossas vendas já caíram 40% ao passo que a importação de compressores aumentou em 27%", afirmou o vice-presidente de vendas e marketing da empressa, Celso Furchi.

A Tecumseh enfrenta dificuldades devido à crise internacional. As encomendas caíram e em fevereiro dese anos 96 funcionários foram demitidos. Com a portaria, o problema pode se agravar ainda mais.

A empresa investiu até hoje mais de US$ 80 milhões em compressores rotativos. No ano passado, essa linha foi responsável por 23% do faturamento total. Com a queda nas vendas, a produção será reduzida e mais de 270 dos 3,1 mil funcionários serão demitidos.

"Os funcionários que trabalham hoje em relação ao modelo de compressor mencionado sofreriram a perda de seus empregos", relatou o diretor de recursos humanos da Techumseh, Antonio Sasso Filho.

Segundo ele, o problema também atinge muitos trabalhadores indiretos. "Para cada emprego perdido aqui, outro emprego também é perdido na cadeia da produção. Fica um clima de instabilidade não só na empresa, mas na cidade também", observou.

Reversão do quadro
O vice-presidente de vendas da empresa disse que as demissões podem ser evitadas se o percentual for revisto antes do dia 1º de julho, quando a portaria começa a valer. "Nós gostaríamos que, pelo menos, esse percentual fosse revisto para 25%, o que condiz com a nossa participação de mercado em 2013".

Governo Federal
Representantes do governo estiveram na empresa para ouvir os pedidos na última semana. O coordenador geral do Complexo das Indústrias Eletroeletrônicas do MDIC, Leonardo Alves Figueiredo, disse que a regra foi alterada para diminuir os custos com os fornecedores.

Segundo ele, vários critérios foram levados em consideração antes de definir o percentual. "É um fornecimento competitivo em que avaliamos capacidade e qualidade de produção e, evidentemente, a questão comercial, de preço do insumo, porque se o insumo tem um preço elevado isso pode até inviabilizar a produção final".

Ainda de acordo com Figueiredo, a possibilidade de que o percentual seja revisto existe. "O processo produtivo básico, a política industrial sempre pode ser revista porque a economia é dinâmica, ela muda e o governo tem que fazer ajustes", finalizou.

http://g1.globo.com/



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