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"A saúde está um caos", afirma médica afastada que fez denúncias na internet

05/05/2014

Clínica geral está suspensa desde março da UPA de São Carlos (SP).
Andrea Cogo relatou falta de medicamentos e materiais na unidade.



Suspensa do trabalho por 30 dias desde março após ter denunciado nas redes sociais a falta de medicamentos e materiais na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em São Carlos (SP), a médica Andrea Cogo teve o seu afastamento prorrogado por mais um mês enquanto uma sindicância apura os fatos. “A saúde está um caos e quem sofre são as pessoas que precisam”, disse a clínica geral.

A médica esteve com o advogado na Prefeitura, mas ambos não tiveram acesso ao processo. "Não sabem ou não querem responder o real motivo da prorrogação do meu afastamento. O problema é que a população precisa de mim", declarou.

A assessoria de imprensa da administração municipal informou ao G1 que o processo ainda está aberto e é sigiloso. Em relação ao afastamento da médica, houve a prorrogação devido à necessidade de um prazo maior para a conclusão da sindicância.

Em maio do ano passado, a médica denunciou ao Jornal da EPTV que um dos maiores problemas da UPA é a sobrecarga de pacientes vindos dos postos de saúde. A situação piora devido à falta de especialistas que recebem baixos salários. Posteriormente, em março deste ano, Cogo criticou a falta de medicamentos, seringas e até papel higiênico na unidade de saúde.

O secretário de Governo, Júlio Soldado, foi à UPA e questionou a médica sobre as denúncias. Segundo Cogo, ele teria agido com truculência.

“Isso foi a gota d’água. Como em uma cidade tão rica como São Carlos falta tanta medicação? Não tem nem agulhas. A situação está caótica, é médico atrás de médico pedindo demissão. Aqui, paga-se um dos piores salários da região. Em Itirapina, ganho praticamente o dobro por plantão para atender a décima parte do que atendo aqui. Isso não faz sentido”, afirmou.

Crise
A área da saúde vive um momento de crise com a greve dos servidores públicos. Na sexta-feira (25), o secretário da Pasta, Ricardo Innecco de Castro, pediu demissão.

A paralisação, iniciada na terça-feira (22), ganhou adesão dos funcionários da saúde aos poucos. Pacientes já sentem os transtornos causados pela falta de atendimento nos postos de saúde da cidade.

O Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos Municipais da cidade (Sindspam) apontou "regressão" em nova proposta de 7% de aumento oferecida pela Prefeitura. A categoria reivindica 10% de reajuste salarial (5,68% de IPCA e 4,32% de aumento real).

Secretários
A Secretaria da Saúde também já teve várias alterações. Em setembro do ano passado, a então secretária de Saúde, Denise Cury, deixou a Pasta. Isso porque no dia 29 de agosto, o sindicato dos servidores denunciou que ela obrigava funcionários da Saúde a limpar um depósito. A polêmica terminou em discussão. Quatro meses antes, Edilson Abrantes, que ocupava o cargo, também foi exonerado.

http://g1.globo.com/



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