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Ciclista que rodou por várias cidades brasileiras procura família na região

05/05/2014

Paranaense Antônio Elias Marchetti conversou com o G1 em Ribeirão Bonito.
Aventureiro de 47 anos perdeu contato com os irmãos após deixar orfanato.



Após pedalar por vários estados brasileiros nos últimos dez anos, o paranaense Antônio Elias Marchetti chegou à região central de São Paulo. O aventureiro de 47 anos conversou com o G1 durante passagem entre Ribeirão Bonito (SP) e Araraquara (SP). A viagem solitária tem um significado especial: o ciclista sonha em reencontrar os seis irmãos, pois acredita que eles vivam em cidades próximas.

Natural de Jaguapitã (PR), Marchetti disse que não tem notícias da família há mais de 30 anos. Ele contou que foi criado em um orfanato, mas não soube explicar o motivo. Desde então, perdeu o contato com os pais e ficou sozinho. O ciclista explicou que os irmãos, quatro mulheres e dois homens, saíram do Paraná e seguiram para cidades do interior de São Paulo.

Marchetti sabe o nome completo dos familiares. Quando chega a uma cidade, procura jornais e emissoras de rádio interessados em ouvir a história dele e faz o apelo. “Eu tenho fé e fiz promessa para Nossa Senhora Aparecida. Só tiro a barba quando alcançar essa graça. Feito isso, vou em busca do meu segundo grande sonho que é pedalar pelo mundo”, disse.

Trajetória
Nômade, o paranaense caiu na estrada cerca de 15 anos atrás. Andarilho, ele foi para Curitiba e de lá decidiu desbravar outros territórios. Conseguiu uma bicicleta e começou a pedalar sem rumo. Passou por cidades do Amazonas, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo, entre outras regiões. Ele também afirma ter viajado por alguns países de América do Sul.

A vida sobre duas rodas não é nada fácil, mas Marchetti disse ter se acostumado. Para prosseguir, conta com a ajuda das pessoas nos lugares onde chega. “Um paga o almoço, outro a jantar, alguém paga uma pousada simples e quando não dá durmo em posto de combustíveis mesmo”, relatou.

Apesar da rotina incerta, o ciclista disse que ainda sofreu acidente na estrada e que nunca foi vítima de assalto. “Apenas uma vez furtaram meu celular, quando recarregava, mas já tenho outro. Fora isso, não tive problemas, Deus me protege”, afirmou.

A manutenção da bicicleta preocupa o ciclista, que já teve mais de 20 modelos desde que começou a viajar. A mais atual, uma chopper importada, disse ter conseguido quando passou pela Venezuela. A bike de 21 marchas é equipada com dois retrovisores, lanternas, buzina, garrafas para água e um pneu extra. “Dá trabalho manter porque sempre fura. Aí é pedal que não aguenta, freio que estoura, catraca que quebra”, relatou o paranaense.

Vai e vem
Marchetti disse que geralmente fica uma semana nas cidades em que decide parar. Com a ajuda de um mapa, escolhe o destino aleatóriamente e vai. Quando está na estrada, disse que pedala até 100 quilômetros em um único dia. “Já andei 165 km em 9h, mas não faço mais isso devido ao desgaste físico. E outra, não é todo dia que tenho uma boa refeição para aguentar”, contou.

Solteiro, o ciclista nunca se casou e disse não ter filhos. Acredita que a vida é feita de escolhas e sente que está no caminho certo depois que deixou o orfanato. “Sou solitário, mas me sinto feliz porque adoro ser aventureiro. Todos têm sonhos e o meu é encontrar meus familiares e depois conhecer o resto do mundo”.

G1



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