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Brasil e Mundo

Pesquisadora usa células-tronco de dente para regeneração óssea em SP

12/05/2014

Técnica inédita foi apresentada durante a semana em Ribeirão Preto, SP.
Método desenvolvido por laboratório do Butantan reconstrói ossos do rosto.



Uma pesquisadora de Ribeirão Preto (SP) participa de um estudo inédito no mundo que utiliza as células-tronco de dentes de leite para regeneração de ossos da face. A pesquisa é realizada por integrantes do laboratório de genética do Instituto Butantan, em São Paulo, que nesta semana recrutaram voluntários para participar de testes ao apresentar a novidade na região.

Segundo a doutoranda Camila Fávero, da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), cinco cirurgias já foram feitas utilizando a técnica, que começou a ser desenvolvida há 12 anos pela geneticista Irina Kerkis. O material é desenvolvido para ser aplicado em casos como traumas em acidentes, amolecimento da arcada dentária, motivado por problemas como cárie e gengivite, ou perda óssea em decorrência da idade ou doenças degenerativas.

Regeneração
Nos dentes de leite as pesquisadoras perceberam um material mais eficaz na reconstrução de tecidos musculares e na regeneração de ossos do rosto. “A técnica tem 100% de aceitação pelo corpo, sem nenhum risco de causar rejeição”, comentou Camila. Testes que garantiram a eficácia do método foram utilizados para a pesquisa ser aprovada por órgãos capacitados e não barra em questões éticas, como o uso de células-tronco de medula óssea, por exemplo.

O material é recolhido de dentes de leite caídos recentemente, de pessoas próximas, como filhos, netos ou sobrinhos. A pesquisa teve início quando Irina resgatou um dente de um dos netos dela. “Esse dente foi recolhido praticamente do chão, a polpa foi isolada e partir disso começou a cultura da célula”, explicou a geneticista.

A pesquisa conseguiu recursos para fazer 30 cirurgias em pacientes que tenham problemas degenerativos nos ossos do rosto. Até o momento, cinco pessoas já foram operadas e o resultado, por enquanto, impressiona. “Formou um osso com mais estabilidade, melhor vascularização e reduziu o processo inflamatório e a dor”, comentou Camila.



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