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Nível em poços do Aquífero Guarani na região é o mais baixo em 10 anos

06/06/2014

USP São Carlos monitora pontos do manancial em Brotas e Itirapina, SP.
Logo período de estiagem prejudica recarga, concluíram pesquisadores.



Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) constaram em Brotas e Itirapina (SP) que o nível do Aquífero Guarani, um dos maiores mananciais de água doce do mundo, está mais baixo nos últimos dez anos. O manancial precisa ser recarregado com água da chuva, o que não tem acontecido devido à estiagem. O monitoramento permitiu descobrir quais culturas facilitam essa recarga na região.

O Aquífero Guarani passa por quatro países: Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil, onde fica 70% do reservatório. A área é extensa, mas a maior parte é formada por rochas de balsato, que são impermeáveis. Por isso, a chuva consegue penetrar em poucos pontos nos lençóis freáticos.

No Estado de São Paulo, isso acontece em apenas 10% da área e Brotas um dos principais pontos de recarga. O solo arenoso da região facilita a infiltração da chuva. O período de seca, entretanto, prejudica o processo. Em janeiro, choveu apenas um terço em comparação ao mesmo período no ano passado. Além de comprometer a produção agrícola, a estiagem também diminuiu a reserva de água.

Monitoramento
O monitoramento feito nas duas cidades apontou quais culturas facilitaram os pontos de recarga. Em sete anos, o solo da área de pastagem absorveu 26% da água da chuva, ou 401 milímetros. Nos canaviais foram 19% (296 milímetros), enquanto os pomares de laranja foram 16% (248 milímetros). Já as plantações de eucaliptos absorveram apenas 8% (135 milímetros).

Em uma fazenda da cidade o poço de 15 metros de profundidade fica em um pomar de laranja e é um dos 23 monitorados pelos pesquisadores. Eles usam um sensor que apita quando se encontra água. Em dois anos, o nível do poço baixou 1,5 metros por conta da seca e também pelo que é plantado na fazenda. A mudança aconteceu depois que o pasto foi substituído pelos eucaliptos, que usam bem mais água.

“Houve uma diminuição de 50% da quantidade de recarga para esta área que está plantada com eucaliptos em relação ao período em que ela continha pastagem. Apesar do quadro, o eucalipto não pode ser visto como um vilão. Ele possui a sua importância econômica para a nossa região, porém é preciso entender os efeitos do seu plantio dentro dessas áreas de recarga para que possa ser feito um gerenciamento hídrico adequado”, explicou o doutorando Murilo Lucas.

São os lençóis subterrâneos que garantem o nível da água nos rios durante os períodos de estiagem. Para os pesquisadores, tão importante quanto economizar, é preservar essas áreas de recarga, para garantir o abastecimento. “Adaptar práticas agrícolas corretas, como o plantio direto, curva de níveis, não fazer movimentações de solos bruscas para manter a qualidade”, disse o pesquisador Camilo Cabrera.

G1



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