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"Sem cirurgias ou dietas milagrosas", afirma psicólogo que emagreceu 55kg

29/07/2014

Ele pesava 145 quilos e investiu em exercícios e na reeducação alimentar.
Felipe Gomes, de Araraquara, é avesso a radicalismos e ainda come doces.


Emagrecer é uma mudança de hábito e comportamento. Foi pensando assim, sem recorrer a dietas milagrosas ou cirurgias, que o psicólogo Felipe Gomes, morador de Araraquara (SP), perdeu 55 quilos desde setembro de 2012. Comer de três em três horas e investir na malhação foram as principais apostas para remodelar o corpo, que pesava 145 quilos e atualmente está com 90.

“As pessoas perguntam se tomei remédios ou se fiz redução de estômago e muitas nem acreditam. Mas sou contrário a tudo isso. Cirurgia só para obesidade mórbida, que nunca foi o meu caso. Emagreci 55 quilos sem milagres. Na infância, sempre fui um pouco acima do peso, mas a situação só saiu de controle aos 18 anos, no segundo ano de faculdade. Passei dos 100 até 115, 120 e daí a quase 150 quilos", destacou o jovem de 27 anos.

Produtos integrais, leite desnatado e queijo branco são alguns itens incorporados no cardápio de Gomes, que mede 1,82 metro e também é professor universitário. Antigos costumes alimentares foram eliminados, como o de beber dois litros de refrigerante por dia. “Comia bolos e bolachas de sobremesa. Lanchava dois X-eggs e, em cada um, botava um tubo de maionese”, recordou.

Sem radicalismos
O açúcar também foi banido na hora de adoçar as bebidas. Apesar das mudanças, Gomes se diz avesso a radicalismos. Nunca deixou de comer doces aos finais de semana, por exemplo, e, de vez enquanto, ainda encara um sanduíche Bauru, no bar do personal trainer e amigo de infância Matheus Bersanetti. "Como seis frutas por dia. Mas até hoje não consumo verduras e legumes. O máximo que consigo é tomate e palmito", disse, ciente de não agradar o nutricionista nesse último quesito.

O ex-obeso vem recebendo o acompanhamento do nutricionista Alexandre Laverde há um ano. "Ele diminuiu o consumo de alimentos de alto índice glicêmico (açúcares e carboidratos refinados), passou a consumir menos alimentos industrializados e a fazer refeições fracionadas a cada três horas. Tudo isso calculado de acordo com sua necessidade e composição corporal (massa muscular e gordura) e com as mudanças que aconteciam em seu corpo e estilo de vida", disse Laverde, que é especialista em nutrição esportiva.

Saúde e sinais de alerta
A revolução aconteceu depois que o corpo deu sinais de alerta. Gomes convivia com fortes enxaquecas provocadas pela pressão arterial alta, sempre na faixa de 16 por 10. Também sofria cólicas diárias e tinha rinite alérgica. "Era muito ansioso, suava muito e ficava ofegante por qualquer coisa", lembrou.

O personal lembra que o amigo sequer conseguia correr na esteira quando ingressou na academia. "Não podia chegar a 6 km/h, pois não tinha fôlego. Também era muito pesado e não podia forçar as articulações. Fizemos uma adaptação na esteira, inclinando-a, para que ele pudesse andar como se estivesse trotando", contou Bersanetti.



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