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Crise em Aguaí: pronto-socorro não tem médico em cinco especialidades

22/08/2014

Segundo os pacientes, enfermeiros dizem que não tem previsão para marcar.
Prefeitura nem sequer deu retorno sobre como ficará atendimento na cidade.



Os moradores de Aguaí (SP), que há mais de um ano sofrem com o fechamento do único hospital da cidade, enfrentam agora outro problema: faltam médicos em cinco especialidades no pronto-socorro: cardiologia, neurologia, psiquiatria, oftalmologista e otorrino.

Segundo relato de pacientes, dos 10 médicos especialistas, apenas cinco trabalham no local, já que há quase um mês, os outros profissionais foram dispensados porque eram prestadores de serviço. Apenas os concursados ficaram. A Prefeitura, entretanto, não confirmou a informação e nem sequer deu um retorno sobre como vai ficar o atendimento à população.

A situação prejudica tanto os atendimentos de emergência, quanto as consultas marcadas. A auxiliar de limpeza Maria Aparecida da Costa tenta marcar uma consulta com um cardiologista há vários dias, mas não consegue. "Eu vou toda semana tentar marcar, mas é sempre a mesma coisa. Nunca tem médico disponível e eles dizem que não estão marcando consultas", contou.

Preocupada, Maria Aparecida não vê alternativa, a não ser marcar em outra cidade. "Aqui já não tem uma Santa Casa, porque foi fechada e nunca mais ninguém ouviu falar. Aí você vai ao posto de saúde e não consegue marcar consultas, vai ao pronto-socorro e não tem médico, assim fica difícil, estamos abandonados", desabafou.

A família da doméstica Leninha Carlos passa pela mesma situação. O marido, que teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) há sete anos, tinha uma consulta marcada com um neurologista na última terça-feira (19).

Aposentado por invalidez, ele toma remédios para controlar a pressão, diabetes e precisa ir ao especialista a cada dois meses, mas só quando chegou ao pronto-socorro, recebeu a notícia desagradável. "Eles disseram que não tem médico de nenhuma especialidade e mandaram todo mundo voltar para casa ou pagar uma consulta particular. Um absurdo”, protestou Leninha.

Segundo ela, os próprios funcionários pedem para que a população denuncie a situação. "Uma enfermeira me disse que a Prefeitura não estaria pagando o salário dos médicos. Seja qual for o problema, tem que ser resolvido. A saúde está uma calamidade", reclamou.

O filho da dona de casa Maria Aparecida Custódio da Silva perdeu a visão do olho esquerdo em um acidente há 15 anos. Depois disso, não passou mais por um oftalmologista e agora precisa de uma consulta, mas não consegue. “Eles dizem que não tem oftalmo e que eles não estão vindo atender. E eles não explicam o motivo, só dizem que não tem atendimento”, afirmou.

Santa Casa
Aguaí enfrenta vários problemas na área da saúde. Há mais de um ano, o único hospital da cidade fechou as portas por causa de dívidas, falta de estrutura, de profissionais e de medicamentos.
Recentemente, a cidade perdeu um repasse de mais de R$ 500 do governo federal porque não declarou os gastos no sistema de informações sobre orçamentos públicos no prazo estabelecido.

http://g1.globo.com/



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