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82,8% dos médicos da rede pública não cumprem escala em Araraquara

11/09/2014

Pacientes reclamam da demora no atendimento nas UPAs do município.
Nove profissionais pediram demissão em um mês, afirma a Prefeitura.



A falta de médicos nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) de Araraquara (SP) reflete na demora por atendimento e gera reclamações de pacientes. A Prefeitura afirma que há profissionais suficientes, mas 82,8% deles não cumprem a escala integralmente. Além disso, em um mês nove pediram demissão.

A reportagem do Jornal da EPTV constatou nesta quarta-feira (10) a ausência de três médicos nas unidades. Os pacientes que precisam de atendimento precisam suportar a dor. “Uma hora [esperando] já não aguento mais. Está me dando ânsia. Não agüento mais ficar aqui”, reclamou a dona de casa Nair Silveira.

Na UPA da Vila Xavier, um cartaz avisa que o local está temporariamente sem atendimento médico. A escala tem os nomes dos profissionais e, em duas semanas, indica que foram 22 faltas. Dois médicos que estão com o nome na escala ainda não estiveram no local neste mês.

Escala
Na UPA Central, a escala também não está completa. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, dos 70 médicos contratados, apenas 12 cumprem de forma integral a escala de trabalho. A Prefeitura já denunciou os profissionais.

No ano passado, foram mais de 2 mil horas de atestados médicos apresentados pelos profissionais, de acordo com a administração. A situação representa um prejuízo de R$ 300 mil. A reportagem do Jornal da EPTV foi procurar os médicos no horário em que eles deveriam estar atendendo. No consultório do médico Leonardo Akira, a secretária afirmou que ele estava viajando de férias.

Enquanto isso, a população espera nas filas. “Faz 40 minutos que estamos aqui e os médicos não chamaram ainda. Ela está morrendo de dor e eles só falam para aguardar e aguardar. Até agora nada”, afirmou o mecânico Lenício Antônio da Silva.

Prefeitura
Segundo o secretário de Saúde, Álvaro Martim Guedes, as UPAs passam por um período de adaptação à nova medida de publicar os nomes dos plantonistas. O secretário falou sobre a possibilidade de contratar mais profissionais para a rede pública. “Nove médicos, para o número que temos hoje, causa um impacto, mas não inviabiliza o serviço. Por isso nós temos que aguardar, até por uma medida de cautela para saber quantos outros vão pedir demissão. Mas é possível garantir a prestação do serviço com o quadro médico que temos frente às demissões que ocorreram. A contratação demanda todo um esforço administrativo, de editais. Isso a gente não pode fazer com rapidez, então a cautela nos obriga a aguardar”, afirmou.

G1



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