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A "bala de borracha" e o tiro de fuzil

01/11/2014

Por ainda estar tão afetado emocionalmente pela perda de um valoroso colaborador, o Cabo PM Alaor Branco Junior, que servia à comunidade na cidade de Aguaí, área do 24º Batalhão de Polícia Militar do Interior, covardemente assassinado por cruéis criminosos que tentaram roubar dois carros fortes na Rodovia SP 342, melhor seria que eu me guardasse no silêncio, comum nestes momentos de muita dor.

Mas a posição que ocupo, a de Coronel de Polícia Militar e de Comandante de uma das áreas mais importantes do Estado, exigem de mim uma postura firme e corajosa, ainda que me custe riscos.

No mesmo dia em que morria com um tiro de fuzil na cabeça o Cabo Branco, quando se deslocava para apoiar irmãos de farda em uma ocorrência de roubo contra dois carros fortes, eu recebia uma determinação para que instruísse meu efetivo operacional sobre a proibição de uso de munição de elastômero (mais conhecida por "bala de borracha) proferida por um Juiz de Direito que se arvorou em "especialista de segurança pública" e decidiu, da sua cabeça, como a PM deve ou não deve agir diante de situações que exijam ação da Polícia para manter ou restabelecer a ordem pública.

Talvez o Magistrado queira que policiais militares não apenas moram por tiros de fuzis, mas também apedrejados, queimados por coquetéis molotov ou quem sabe a pauladas ou barras de ferro...

Quanta distância estão as nossas leis e nossas autoridades da realidade das nossas ruas e da violência que degrada a nossa sociedade e que, cada vez mais vitima que existe para proteger.

Já estou no fim da minha jornada, me aproximo do fim da minha carreira, mas assisto com muita preocupação o cenário atual e o que se avizinha, no qual ser agente encarregado de aplicar a lei é quase uma desonra.

Sendo filho e irmão de policiais militares e tendo escolhido a carreira policial militar por vocação, fico decepcionado quando assisto sermos tratados com tanto desrespeito e desvalorização, como se a nossa vida e nossa integridade física não valesse absolutamente nada!

Temo que num futuro breve não teremos mais pessoas dispostas a ser policiais, assustadas com a quantidade de heróis que produzimos: só neste ano já foram 10 mortos em serviços e outros 64 assassinados em circunstâncias diversas e, na maioria das vezes, por serem identificados como PM.

E, parafraseando o personagem "Chapolim Colorado", que sempre aparece depois da pergunta "e quem poderá nos defender?", ninguém aparecerá!!!!

E estaremos literalmente nas mãos dos bandidos!!!!

Quem viver, verá!!!!

Humberto Gouvea Figueiredo




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