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600 demitidos da Usina Santa Rita protestam por pagamento de rescisões trabalhistas

19/11/2014

Usina passa por dificuldades financeiras em Santa Rita do Passa Quatro.
Sindicato diz que reunião definiu pagamento de 2 parcelas na segunda-feira.



Cerca de 600 trabalhadores que foram demitidos da Usina Santa Rita Açúcar e Álcool, em Santa Rita do Passa Quatro (SP), fizeram uma manifestação nesta terça-feira (18) pela falta de pagamento das rescisões. A usina informou que passa por dificuldades financeiras e não há previsão para fazer o pagamento.

Os ex-funcionários se reuniram em frente à empresa e devem ficar no local até sexta-feira (21). O ajudante Camilo Rodrigues Ferreira trabalhou por 15 anos na usina. Com a esposa e três filhos, ele não consegue pagar mais as contas e passa por necessidades. “Está faltando feijão, arroz, mistura, está faltando tudo porque eu não estou recebendo nada. Você acha que isso é certo?. De noite em nem durmo com contas para pagar, a loja não está nem aí”, disse.

As demissões aconteceram em outubro e, segundo os funcionários, os responsáveis pela usina alegaram que não tinham mais condições de manter o quadro de funcionários, mas garantiram que pagariam a rescisão do contrato em 10 parcelas, uma por semana, o que não aconteceu.

Todos receberam só a primeira parcela e estão revoltados. “Nenhum passou por exame médico, nenhum passou por médico do trabalho para ver se estava apto para ser dispensado”, afirmou o cozedor Edinaldo César de Oliveira. A empresa, no entanto, alegou que todas as formalidades para as demissões foram cumpridas, inclusive os exames médicos.

O extrator Olíbio Ribeiro dos Santos passaria por uma cirurgia quando foi dispensado. “Agora eu fiz um convênio por conta e a cirurgia ficou para dia 22 de janeiro, mas eu não tenho dinheiro para pagar a prestação do convênio”, reclamou.

Atraso de pagamentos
O presidente do sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Alimentação, Raimundo Vilas Boas de Oliveira, explicou que o problema acontece desde o começo do ano. O G1 mostrou o problema em março deste ano. “Tivemos dificuldades com atraso de pagamentos. A gente se reuniu, o trabalhador parou, alguns meses foram pagos, e o trabalhador voltou a trabalhar para fazer a safra, entendendo que receberia seu salário em atraso”, explicou.

Os ex-funcionários afirmaram que só vão deixar o local quando o caso for resolvido. “Essa manifestação é de repúdio, de indignação e revolta por tudo isso que está acontecendo”, disse Oliveira.

O sindicato informou que em uma reunião realizada na tarde desta terça que a empresa se comprometeu a pagar duas parcelas em atraso até segunda-feira (24). As outras serão quitadas conforme a empresa for conseguindo o recurso.





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