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Morte de abelhas gera prejuízos para os apicultores de Leme e Santa Cruz

24/11/2014

Estiagem, queimadas e envenenamento estão entre causas da mortandade.
"Nesta época era para eu estar tirando mel", lamenta produtor prejudicado.



Apicultores de Santa Cruz da Conceição e Leme (SP) reclamam dos prejuízos causados pela mortandade de abelhas neste ano. Uma combinação de fatores, como a estiagem, queimadas e envenenamento, afetou a produção de mel e dizimou as colmeias, diminuindo o retorno do setor e afastando trabalhadores.

Presidente da Associação de Apicultores de Araras e Região, Carlos Celano disse que este será o pior ano dentre os 25 dedicados ao trabalho com abelhas. Ele chegou até a usar alimentação artificial, mas não adiantou. Na área em que costumava formar 100 enxames, só conseguiu 15.

“Nesta época era para eu estar tirando mel. Como não teve mel nenhum, eu praticamente estou tratando delas porque, se não tratar, a abelha levanta voo e vai embora. E aí eu só vou produzir no ano que vem, se eu conseguir abelhas no ano que vem”, contou.

Fatores
A queda na produção está associada a diferentes fatores, entre eles a estiagem que prejudica plantações no Estado de São Paulo. Com a pouca chuva registrada nos últimos meses, as plantas deram flores com cheiro, mas sem néctar, e sem ele os insetos morreram de fome.

Além da falta de chuva, as queimadas também prejudicaram os apicultores. Segundo o Centro de Estudos de Insetos Sociais da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, sem alimento no campo por causa das grandes áreas consumidas pelo fogo, as abelhas partem para as cidades, mas como nas áreas urbanas há poucas árvores, morrem de fome.

O envenenamento das colmeias é outro problema. Foi isso que aconteceu em agosto em Santa Cruz da Conceição, onde pelo menos 5 milhões de abelhas de quatro apiários morreram. Suspeita-se que um veneno usado de forma inadequada para eliminar um enxame na torre da igreja tenha causado as mortes. Algumas abelhas teriam sobrevivido ao veneno e voltado para a colmeia, espalhando para as outras o produto tóxico.

Na época, Marcelo Lopes perdeu todas as 70 colmeias que tinha. O prejuízo passou de R$ 30 mil e ele decidiu passar a trabalhar como carpinteiro. "Sem saber o que fazer, desestimulado e sem capital para poder trabalhar, paramos com a apicultura. Eu segui com minha profissão, um parceiro que trabalhava comigo com as abelhas seguiu a profissão dele e estamos lutando", disse ele, que pensa em voltar para o ramo.

"Sou apaixonado por abelhas e só vou voltar a trabalhar com elas se descobrirem o que está acontecendo para ocorrer essa mortandade. Não é um negócio que se faz sem dinheiro. Tem que ter um pouco de capital, um pouco de compaixão, gostar do que faz e lutar pelas abelhas".

http://www.portallemenews.com.br/



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