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Polícia detém 11 pessoas suspeitas de fraudar vestibular em São João

19/01/2015

Suspeitos teriam recebido as respostas do exame para medicina no celular.
Integrantes da quadrilha responsável pelo esquema não foram identificados.



A Polícia Civil deteve 11 pessoas por suspeita de fraude no vestibular de medicina do Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino (Unifae) no domingo (18), em São João da Boa Vista (SP). Os detidos, oito mulheres e dois homens, todos com idades entre 25 e 35 anos, teriam recebido as respostas da prova em seus celulares.

A polícia descobriu a fraude quatro dias antes do exame e, segundo o delegado seccional da cidade, Sebastião Antonio Mayriques, a quadrilha é especializada em fraudar vestibulares de medicina no Brasil.

No esquema, um dos integrantes da quadrilha se passava por estudante. Ele fazia a prova e, quando a saída era liberada, entregava a folha do gabarito para uma outra pessoa, que ficava encarregada de enviar as mensagens para os celulares dos vestibulandos que pretendiam entrar no curso, que oferece 60 vagas e tem mensalidades de R$ 6.380.

Para terem acesso às respostas nos celulares, os candidatos pediam para ir ao banheiro, e foi nesse momento que os policiais fizeram a abordagem. Os aparelhos usados pelos candidatos foram apreendidos e serão analisados pela perícia. A fiança foi estipulada em R$ 42 mil para cada suspeito.

Em nota, a reitoria da universidade afirmou que colaborou com a polícia e que sua "posição reflete o compromisso da instituição com a lisura do processo seletivo, já expressa desde a primeira edição do primeiro vestibular de medicina, em 2014, com a contratação da Vunesp, que é responsável por todas as informações referentes ao vestibular". A Unifae também afirmou que não há possibilidade de anulação da prova por conta do episódio.

A Fundação Vunesp informou que a lisura do processo foi preservada e que o vestibular está mantido.

Preços
Os candidatos pagavam até R$ 10 mil para o acesso ao gabarito e, se fossem aprovados, o valor poderia chegar a R$ 100 mil, segundo a polícia.

Até o momento, a pessoa que realizou a prova para repassar as respostas e a que as enviou para os candidatos não foram identificadas, mas a polícia já sabe que pelo menos outros 15 vestibulandos iriam se beneficiar com o esquema e continua apurando o caso.

Caso sejam condenados por decisão judicial, eles poderão ficar presos por até quatro anos por fraude de certame de interesse público.

Histórico
Não é o primeiro caso do gênero na região. Em 2012, o Centro Universitário de Araraquara (Uniara) confirmou que o vestibular para o curso de medicina, ocorrido em outubro de 2011, registrou quatro tentativas de fraude por meio de informações passadas por ponto eletrônico.

No fim do mesmo ano, a instituição adotou medidas para evitar situações semelhantes, mas, em julho de 2013, mais de 10 estudantes foram flagrados usando ponto eletrônico.

G1



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