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Presídios da região de São Carlos têm 2,8 mil detentos acima do limite

21/01/2015

"Espaços de vivência nas prisões são administrados pelo crime", diz sociólogo.
Condições precárias são causadas por superlotação, reclamam parentes.


Os presídios da região de São Carlos (SP) têm 2.819 detentos acima da capacidade prevista, segundo dados contabilizados na segunda-feira (19) pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP). A superlotação gera queixas de detentos e parentes. A situação preocupa e, segundo um sociólogo, está relacionada à má gestão da política de segurança pública do Estado.

Em Itirapina, a penitenciária I tem capacidade para 316 presos, mas está com mais que o dobro, 669, e o anexo de regime semiaberto tem 39 pessoas acima do limite de 222 vagas. Já a unidade II tem 970 detentos acima da capacidade, que é de 1.280. Em Casa Branca, a penitenciária pode abrigar 926 pessoas, mas está com 1.903. Em Araraquara, a situação não é diferente. A penitenciária tem 1.541 presos, mas foi construída para 1.061.

Em nota, a SAP informou que estão sendo construídas mais unidades prisionais e que já foram inauguradas 17 novas prisões no Estado. Ainda segundo a secretaria, apenas na região estão em andamento presídios em cidades como Piracicaba, Mogi Guaçu e Mairinque.

Mas, sozinhas, as novas prisões podem não resolver o problema. “Todas as unidades têm escassez de funcionários e quando isso acontece em uma prisão que está superlotada é preciso encontrar alternativas para conseguir gerenciar essas unidades prisionais. Hoje os espaços de vivência dentro das penitenciárias são administrados pelo crime e não pelo Estado”, afirmou o sociólogo Felipe Ataíde Lins de Melo.

Para ele, a superlotação está relacionada à má gestão da política de segurança pública do Estado e algumas medidas podem ajudar a resolver a questão. “Modernização da própria administração penitenciária, e passa por uma maior atuação da Defensoria Pública, pelo fortalecimento da Defensoria Pública, da esfera da Justiça no que diz respeito à situação do encarceramento”.

Problemas
A superlotação das celas é uma das críticas mais recorrentes de quem conhece a situação da penitenciária de Itirapina. Uma mulher que a cada dois meses visita o irmão, preso há um ano por furto, não se conforma com as condições. Ela diz que 16 presos convivem juntos na cela e que não têm água para tomar. “É insuportável”,afirmou.
Outra visitante contou que os detentos têm de dividir os colchões e uma aposentada relatou que seu filho de 26 anos, preso por tráfico de drogas, também reclama da alimentação na penitenciária. “Ele falou que põe na boca, a boca enche de água, ele tem que jogar fora. Ele se alimenta de bolacha, pão, as coisas que eu trago de casa”.

G1



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