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Cidades da região registram aumento de até 162% na incidência de raios

09/03/2015

Em 2015, São Carlos registrou 2.599 raios entre janeiro e fevereiro.
Já em Rio Claro, registros subiram 134%; Araraquara teve aumento de 82%.



As chuvas de verão acabaram com a estiagem, mas também trouxeram um velho problema: os raios. Em 2015, São Carlos (SP) registrou 2.599 raios na cidade, 162% a mais do que os 990 no mesmo período em 2014. Já em Rio Claro (SP), os registros subiram de 656 para 1.539, 134% de aumento. A cidade de Araraquara (SP) também teve um aumento de 82% em relação ao ano passado. Os registros subiram de 932 para 1.699 em 2015.

O Brasil é o país mais atingido por raios no mundo. São mais de 50 milhões por ano, segundo o ranking mundial de incidência do fenômeno natural. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) apontam que nos últimos meses os registros têm sido maiores. Na região, São Carlos registrou na última semana quase 500.

O engenheiro eletricista Antonio Godoy explica que quando o raio cai, passa por meios condutores como a fiação elétrica. Assim, chega até os equipamentos e dependendo da intensidade causa estrago. “Como a intensidade do raio é muito grande, o disjuntor com certeza não dará conta sozinho”, explicou.

Para não ter problemas, o jeito é tentar proteger os equipamentos. “Equipamento eletrônico é muito sensível e depende da energia. Se estiver fora da tomada a chance de queimar é muito menor”, disse Godoy.

Estragos
O portão do aposentado Raul Rodrigues Pereira teve os dois motores queimados durante um temporal. Por causa disso, ele não conseguia sair de casa com o carro. “Um lado do portão abriu e o outro não. Depois tentamos abrir e constatamos que a placa havia queimado”, explicou.
Quando o tempo fecha, a bibliotecária Vera Octaviano corre para desligar tudo da tomada. Ela ainda sofre com os problemas causados por uma forte chuva e lembra que ouviu trovões, mas nem imaginou que os raios pudessem causar tantos estragos. O computador e o aparelho que transmite o sinal da internet queimaram. No dia seguinte, ela descobriu que o portão também não estava funcionando.

“Só manualmente é que está abrindo. Apesar de pagar o seguro da CPFL, eu tenho que pagar pelo prejuízo. Ser ressarcida é uma incógnita”, disse Vera.

Direitos
Segundo o Centro de Orientação e Defesa do Consumidor (Codecom), de Araraquara (SP), os consumidores têm 90 dias para comunicar à concessionária de energia elétrica sobre os equipamentos danificados. Um técnico irá analisar os aparelhos e, se constatados os problemas, a concessionária irá indicar uma loja ou assistência para fazer os reparos.

O consumidor perde o direito à indenização se levar os aparelhos danificados em uma assistência que não foi indicada pela concessionária. No site da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) há um formulário para o registro de ocorrências com a rede elétrica. A fundação recomenda que a Justiça seja acionada, caso os prazos expirem e os problemas não sejam resolvidos.

G1



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