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Concurso pode ser cancelado, afirma Câmara Municipal após gabarito vazar

09/03/2015

Respostas foram publicadas no site da Câmara um dia antes da prova.
Empresa organizadora diz que gabarito é falso e foi divulgado por engano.



O presidente da Câmara Municipal da Pirassununga (SP) afirmou que o concurso público realizado no domingo (8) na cidade para o preenchimento de quatro vagas pode ser cancelado devido a publicação de um gabarito no site da própria Câmara que circulou pelas redes sociais no sábado (7), um dia antes da prova. A empresa responsável pelo concurso afirma que o gabarito é falso e que foi divulgado por engano. Revoltados, alguns candidatos registraram um boletim de ocorrência.

A Câmara retirou a página do ar, mas uma imagem da tabela com as 30 respostas das quatro provas se espalhou pelas redes sociais. Renata Zanetti, diretora da empresa responsável pelo concurso, disse que o que vazou não é oficial e que o gabarito foi divulgado na internet por engano.

“Esse gabarito é falso, é apenas um esboço para que no futuro a gente possa lançar as alternativas corretas da prova. Quem lançou fui eu. Foi lançado e rapidamente foi tirado, mas cai na rede o pessoal tem acesso”, alegou.

O presidente da Câmara de Vereadores, Alcimar Montalvão Siqueira, notificou a empresa para que desse explicações e afirmou que o concurso pode ser anulado. “Se a Câmara entender que realmente foi uma fraude, que aconteceu alguma coisa duvidosa, então nós vamos entrar com cancelamento e abrir uma nova etapa, um novo concurso público”, declarou.

Transtornos
Os 1.245 candidatos que se inscreveram pagaram de R$ 20 a R$ 50 para disputar quatro cargos: ajudante de serviços gerais, analista legislativo da secretaria, analista contador e analista técnico financeiro. A poucos minutos de a prova começar, na manhã de domingo, a dúvida era só uma: todo mundo queria saber se ela estava mesmo valendo. “É lamentável, na minha opinião deveria ser cancelado porque perde a credibilidade e a gente fica nesta indefinição”, disse o comerciante Osmar Montesino.

A telefonista Cinthia Oliveira da Silva fez inscrição para prestar dois concursos no mesmo dia. Na hora de escolher, decidiu tentar a vaga em Pirassununga e agora está com medo de ter perdido a chance de conseguir um cargo público. “Eu moro na cidade e ficaria mais perto. Eles não cancelaram e como poderia ser falso o gabarito falso eu resolvi prestar”, disse.

Na saída, quem fez a prova contou que algumas respostas batiam mesmo com a tabela divulgada e que havia questões com a alternativa correta já marcada. “Não pode acontecer, é sinal de que alguém teve acesso a isso ou um privilégio e não é certo com as outras pessoas que estudaram, batalharam pra tá aqui. A prova deve ser anulada”, disse a dona de casa Cristiane Nunes.

Alguns candidatos foram à delegacia registrar um boletim de ocorrência. “Ou anula-se a prova, ou devolve-se o dinheiro, porque a maioria não concorda. Muita gente não quis ir à polícia porque tem medo, mas eu acho que a gente tem que correr atrás dos direitos”, afirmou a operadora de caixa Rosangela Spoljaric.

G1



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