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Polícia Civil investiga golpe aplicado por falso médico em São Carlos

18/03/2015

Segundo delegado, homem usava dados de detento para comprar máquinas.
Equipamentos médicos eram repassados para comparsa do Distrito Federal.



A Polícia Civil de São Carlos (SP) investiga um suposto golpe aplicado por um falso médico contra empresas revendedoras de equipamentos oftalmológicos e ginecológicos. De acordo com os dados levantados de setembro de 2014 até o momento, pelo menos quatro máquinas foram compradas pelo homem, que repassava os itens para um comparsa do Distrito Federal.

O esquema começou a ser apurado pelos policiais após denúncias das revendedoras. No momento da compra, o suspeito afirmava que era médico e repassava os dados de outra pessoa, um pintor que está preso em Araraquara. Sem desconfiarem das informações falsas, as empresas entregavam os aparelhos, mas ficavam sem receber.

“São empresas idôneas, tanto que ajudaram nas investigações. Elas venderam as máquinas, que são caras, cerca de R$ 77 mil, e depois não encontraram mais o suspeito. Elas estavam no prejuízo e tentando localizá-lo”, afirmou o delegado Maurício Antônio Dotta e Silva, que comanda as investigações na cidade.

Como pelo menos uma das entregas ocorreu no estacionamento da Casa de Saúde, os policiais solicitaram os arquivos das câmeras de segurança do hospital e encontraram imagens do homem recebendo o equipamento. “A Casa de Saúde foi usada. Não há ninguém do hospital envolvido nisso”, ressaltou Dotta. As investigações também não mostraram nenhum tipo de contato com pacientes.

Pouco tempo depois do acesso ao arquivo o homem foi localizado e ficou sob a vigilância da polícia até o juiz expedir o mandado de busca na casa dele. “Fomos até lá na sexta-feira (13). Ele mora em um condomínio e encontramos outros aparelhos em uma espécie de galpão, que foi lacrado”.

De acordo com Dotta, o suspeito afirmou que possuía uma empresa de manutenção de equipamentos, apresentou CNPJ e documentos que serão analisados pelas autoridades fazendárias. Ainda segundo o delegado, o homem abriu mão da assistência de um advogado e assinou o termo de renúncia. “Ele é bem articulado. Disse que foi buscar a máquina no estacionamento, mas porque o homem pelo qual ele se passava telefonou e pediu”.

Investigação
Segundo Dotta, o suspeito não foi preso porque estelionato não está no rol de crimes que permitem prisões temporárias. “Quando acabarmos a investigação, poderemos pedir a prisão preventiva”, explicou.

“Ele recebia com a intenção de não pagar e repassava para Brasília, não fazia a venda aqui para não se queimar. O comparsa para o qual as máquinas eram enviadas já foi identificado e está sendo investigado pela 24º DP do Distrito Federal”, disse o delegado, que agora vai ouvir o suspeito na presença de dois vendedores para que seja feito o reconhecimento pessoal – até o momento, houve a identificação por fotografia.

“Ele será indiciado por estelionato continuado porque foram reiteradas práticas. A pena para estelionato é de 1 a 5 anos de reclusão, mas o juiz pode somar os casos”, afirmou Dotta.

G1



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