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Homem morre na Santa Casa de São Carlos com suspeita de dengue

19/03/2015

Gilson Alves, de 40 anos, era encarregado em uma marmoraria na cidade.
Parentes afirmaram que sintomas da doença começaram há duas semanas.



Um homem de 40 anos morreu na manhã desta quarta-feira (18), em São Carlos (SP), com suspeita de dengue. Gilson Alves era encarregado em uma marmoraria e os parentes afirmam que ele nunca apresentou nenhum outro problema de saúde até aparecerem os sintomas de dengue, há duas semanas. Além disso, os vizinhos reclamam que o bairro está com muitos casos e não há ações preventivas.

A Santa Casa afirmou que há suspeita de infecção por vírus, mas não confirma a dengue. A Prefeitura informou que, como não há diagnóstico preciso da morte, o corpo será enviado para o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), em Américo Brasiliense (SP). Ainda não há prazo para a divulgação do laudo.

Desde que apresentou os sintomas da dengue, Gilson não melhorou e precisou ir ao médico várias vezes. “A gente levava ele ao hospital, davam soro para o Gilson e voltávamos para casa. Falaram que a dengue tinha que ser curada assim, então tentamos. Ele foi ao Hospital Escola e para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) duas vezes. Ele não pegava nem gripe, nunca teve nada. Trabalhava em serviços pesados, mas era forte e saudável”, disse o sogro Luiz Ricardo Mendonça.

Na segunda-feira (16), Gilson precisou ser internado por conta de uma piora no quadro. “No domingo (15) ele precisou ser carregado para o carro que ia levá-lo ao hospital, pois não tinha movimento nenhum da cintura para baixo, não conseguia sustentar o próprio peso. De domingo para segunda-feira ele piorou ainda mais. Foi quando levamos ele para a Santa Casa e ele foi internado”, disse o vizinho Carlos Alberto Barbosa da Silva.

A família está inconformada. “Não tem nem como explicar a sensação. As crianças estão desesperadas, a filha do meio dele está com dengue e a sogra também. Foi uma perda muito grande. Ele era muito novo, nunca a gente vai esquecer disso. Na noite de terça-feira (17) ele teve uma hemorragia. Falamos com a mulher dele e ela confirmou”, lamentou a dona de casa Marta Moreira de Oliveira, tia de Gilson Alves.

Santa Casa
A Santa Casa de São Carlos afirma que o homem foi internado no domingo (15) com paralisia nas pernas. Segundo o hospital, na ocasião foi detectada uma inflamação na medula. O quadro da paralisia teria regredido com a introdução do medicamento. O comunicado explica que o paciente passou por 13 exames pertinentes ao quadro clínico apresentado.

“De acordo com a equipe médica, o paciente estava com um quadro estável até o final da manhã de terça-feira (18). Próximo das 11h, o paciente teve um episódio súbito com queda de pressão”, explica a nota.

O homem chegou a ser entubado, mas o quadro evoluiu para uma parada cardíaca. De acordo com a instituição, o protocolo em casos nos quais não há um diagnóstico preciso da morte, o corpo é enviado ao SVO de Américo Brasiliense (SP). “Há suspeita de infecção de vírus, mas a Santa Casa não confirma que é dengue”, explicou.

Em nota, a Prefeitura de São Carlos confirmou o comunicado feito pela Santa Casa a respeito da internação do paciente no dia 15. Além disso, o órgão também informou que não há diagnóstico preciso da morte e o corpo foi enviado para o SVO de Américo Brasiliense.

Vizinhança
A morte abalou os vizinhos, muitos dos quais tiveram ou ainda estão com dengue. “A gente está com medo, porque vimos que aconteceu com um vizinho querido, mas quem vai ser o próximo? Do jeito que está, estamos morrendo de medo da situação. Está insustentável, aqui tem um buraco onde há muito lixo. Já pedimos na Prefeitura para fazer uma limpeza, mas disseram que aqui não havia casos de dengue. Vão esperar a gente morrer?”, questionou a dona de casa Claudineia Regina Camargo Martins.

Os moradores do bairro afirmam que já fizeram um abaixo-assinado para que fossem tomadas ações contra o mosquito. “Até agora não passou ninguém tomando nenhuma atitude preventiva contra a dengue. Inclusive ontem eu ia ligar para a vigilância porque, em um pedaço tão pequeno de rua haver mais de 10 casos e a morte de um é preocupante. Vai parar onde isso? Nem cartinha entregam aqui, nebulização então, nunca”, reclamou o vizinho Eduardo Luiz Fernandez.

O aposentado José Flávio da Silva também está com dengue e reclama da situação no local. “É um descaso das autoridades, um espaço tão pequeno com tantos casos de dengue. Eu mesmo estou com dengue. Se não houver uma nebulização ou algum tipo de trabalho feito pela vigilância sanitária, estaremos à mercê da sorte”, disse.

Já a professora Lurdes Aparecida dos Santos afirma que ela e o filho também contraíram a doença. “A Prefeitura cobra de nós que façamos nossa parte, mas não fazem a deles, que é limpar essa área. Todo mundo fica assustado e precisam tomar providências urgentes”, pontuou.

“Estamos dispostos a ajudar a fazer um mutirão, porque a situação está feia. Em um espaço de quase 100 metros, já existem 20 pessoas com dengue. Essa área está infectada e a Prefeitura nunca veio limpar nada aqui”, queixou-se o pedreiro Ademir Nogueira.

Sobre o pedido de nebulização, a Secretaria de Saúde informa que nos próximos dias as equipes serão reforçadas com a contratação de mais profissionais e a ampliação de cobertura.

Epidemia
São Carlos decretou, no dia 13 de março, situação de emergência por conta da dengue. Até o momento, o município já registrou 735 casos e vive uma epidemia da doença. O secretário de Saúde, Marcus Petrilli, afirmou que as pessoas com sintomas da doença, como febre alta, dor de cabeça, dores musculares, nas juntas ou atrás dos olhos, vermelhidão no corpo e coceira, deveriam procurar as unidades básicas ou de saúde da família mais próximas.

G1



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