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O envolvimento da mídia no combate às drogas e à criminalidade

01/04/2015

A mídia brasileira, seja esta local, regional ou nacional tem papel fundamental na informação, razão pela qual se trata do mais importante veículo de comunicação, e quando utilizada para o bem comum e para a prestação de serviço social, melhora em muito a qualidade de vida das pessoas.

A imprensa local (ou regional), mais habituada com as peculiaridades sociais de uma determinada localidade, aborda e discute os assuntos de interesse coletivo de uma maneira mais detalhada, em especial quando se reporta aos casos concretos ocorridos. Além disso, destaca-se o imprescindível papel da imprensa local (e aqui aproveito para parabenizar a nossa imprensa de Porto Ferreira) na abordagem de assuntos e temas sociais de extrema relevância para as pessoas, e, em especial, no excelente trabalho de levar ao conhecimento de todos (em particular às famílias Ferreirenses) os malefícios provocados pelas drogas em nossas crianças, adolescentes e seus familiares, e porque não dizer, à toda a comunidade.

Outrossim, é extremamente importante o envolvimento da mídia nacional com o assunto, trabalho esse que deve ser realizado em horários nobres e não apenas de forma superficial com campanhas rápidas, passageiras, e que se resumem, muitas vezes, em curtas vinhetas. Além disso, é necessário que os programas (principalmente os televisivos) não contenham mensagens que estimulem ou divulguem o uso de bebidas alcoólicas – porta de entrada para as drogas ilegais – programas esses, muitas vezes, voltados para o adolescente (faixa etária entre 12 e 18 anos).

O produtor, redator ou apresentador devem estar devidamente esclarecidos que a droga é o principal fator direto da violência e da criminalidade, e não é porque determinado artista é usuário de drogas e sustenta seu vício, na falsa impressão de que isso só faz mal a ele e a mais ninguém, que isso se trata de algo absolutamente normal. Não é não, pois é justamente o usuário quem alimenta todo esse sistema e apesar de sustentar o vício, as outras pessoas, mais pobres e sem recursos, não conseguem sustentá-lo sem lesar o patrimônio alheio. Infelizmente, temos visto alguns programas que não estão se apercebendo disto e tem divulgado alguns assuntos que indiretamente estimulam a iniciação nas drogas. E só lembrando: todos sabem que alguns artistas ou até algumas pessoas conhecidas se envolveram com a criminalidade porque eram viciadas, e não porque eram pobres ou viviam na miséria.

Acrescente-se, ainda, que, atualmente, uma pessoa, por menor poder aquisitivo que tenha, possui um televisor em sua casa. Por isso, os esclarecimentos dos órgãos de imprensa devem ser voltados para a conscientização das pessoas, informando, por exemplo, que um ladrão de banco foi antes de ser (e normalmente ainda é) um usuário de droga; o ladrão de carga e de veículo foi (e normalmente ainda é) um usuário de drogas (alguns até de classe média ou alta e que vem de famílias, em tese, estruturadas); vale dizer: se não fosse antes um mero usuário de drogas, sem condições de sustento do vício, não seria ladrão de banco, sequestrador ou traficante. Isso responde a razão pela qual vemos no noticiário filhos de autoridades, empresários, gente famosa e até artistas envolvidos com a criminalidade. Se não fossem viciados, não perderiam essa dignidade. Num país onde a desigualdade social ainda é muito grande não dá nem para pensar em liberar as drogas, pois liberando as drogas se acaba evidentemente com o tráfico, mas os crimes contra o patrimônio e contra a vida aumentariam assustadoramente, sem contar os acidentes de trânsito com vítimas fatais e suicídios de drogados depressivos. Em outras palavras, os criminosos podem até parar de traficar, mas voltarão suas atenções para o roubo, sequestro, tráfico de armas e outros delitos tão graves.

Por fim, entendo que o órgão de imprensa que valorizar programas preventivos ao uso de drogas deve ter como contraprestação pelo relevante serviço prestado benefícios de ordem fiscal. Todavia, a ênfase a este trabalho deverá ocorrer em horários nobres, de forma periódica, e não só com meras campanhas educativas. Se possível, ainda, tais esclarecimentos deverão ocorrer em programas de boa audiência, esclarecendo-se à população que o grande combustível da violência e da criminalidade (inclusive do crime organizado) é justamente as drogas e o cometimento dos crimes pelos viciados para sustentar o vício e todo esse sistema.


O Cap PM Marcelo dos Santos Sançana, autor do artigo, é Comandante da Polícia Militar de Porto Ferreira.



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