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Garota supera 42 tumores na coluna e oito previsões de que não sobreviveria

08/04/2015

Carolina de Souza tinha 10 anos quando foi diagnosticada com doença.
Menina relatou onde encontrou força e como fez para driblar o problema.



Receber a notícia não foi fácil. A menina Carolina Camargo de Souza tinha apenas 10 anos e 42 nódulos malignos na coluna. Logo veio o diagnóstico: um câncer agressivo que, possivelmente, nem a quimioterapia, nem a radioterapia resolveriam. Mas ela resolveu tentar. Durante o processo ouviu dos médicos oito vezes que não resistiria à doença, mas ela não desistiu.

Na véspera do Dia Mundial da Luta Contra o Câncer, celebrado nesta quarta-feira (8), Carolina comemorou com alegria seus 15 anos em Piracicaba (SP). “O segredo é nunca deixar de acreditar que a cura vai chegar”, falou a jovem.

De blusa vermelha, um longo colar e sempre sorrindo, Carolina relatou, ao lado da mãe, os principais momentos da doença e onde encontrou forças para enfrentá-la. A princípio, ela ficava mais tempo no hospital do que em casa. Passou por duas cirurgias, fez quimio e radioterapia.

“O momento mais difícil foi o da quimioterapia, porque minha pele saía na minha mão”, relembrou. Mas ela tinha ao lado um grande incentivador e parceiro que a motivava a tal ponto, de fazer a imunidade dela subir: o irmão mais velho Ramon Camargo de Souza, hoje com 21 anos.

Companheiro, ele chegou a ficar por um ano sem comer determinados alimentos, em solidariedade à irmã, que tinha algumas restrições. “Quando ele ia me visitar e a gente ia fazer exame, eu sempre estava com a imunidade mais alta do que na última vez. Subia mais do que podia. Ele foi minha cura”, falou emocionada a jovem.

A mãe também foi outra grande incentivadora. Ela esteve ao lado de Carolina a todo o momento. “Ela tinha que enfrentar um leão por dia, mas eu sempre acariciava ela e falava: nada como um dia após o outro. Eu sabia que ela era forte”, falou a mãe, Rosa Maria Camargo Souza.

Apoio
No decorrer do processo, Carolina conheceu Giselda Cullen, vice-presidente de uma instituição que luta contra o câncer infantil em Piracicaba “Eu fui convidada por uma amiga a visitar a Carol. Aos 10 anos, ela pesava 18 quilos, era muito frágil. É impressionante ver como ela reagiu. Hoje, é ela quem visita crianças e dá incentivo aos pequenos”, falou Giselda.

Além do apoio emocional, a entidade também contribui com mantimentos, remédios e suporte para a família. “Foi muito bom, porque a gente não tinha nem os produtos da cesta básica em casa. E a Giselda sempre me deu carinho, além de presentes”, brincou Carolina.

Progresso
Aos poucos, ela foi reagindo, ganhando peso e superando todo o mal estar da doença. Cada passo era comemorado. “Um dia, ela me falou assim: mãe, tenho uma surpresa para você. Desceu da cama e correu para os meus braços. Para quem nem sequer andava direito, aquela corrida foi a glória. Ela correu para mim”, relatou Rosa, com lágrimas nos olhos.

Carolina não está totalmente curada, mas já tem muito a comemorar. “Os médicos dizem que eu sou uma inovação, porque sou a única a resistir a esse tipo de câncer. Ele falou que eu não ia chegar aos 15 anos e estou aqui. Foram cinco anos de milagre”, celebrou.

Hoje, a menina tem uma vida normal. Vai à escola e já tem um hobby preferido. "Adoro ler, sou apaixonada por livros. E acabei de ganhar de aniversário o Manual de sobrevivência da garota descolada, que eu queria muito", falou.
Para ela, o segredo é não perder a esperança. E a mãe concorda. “Tem que ter fé, fazer orações e acreditar que Deus vai fazer o melhor para cada um. E sempre demonstrar amor, isso faz toda diferença”, finalizou Rosa.

G1



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