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7 cidades deixam de decretar epidemia de dengue e comprometem o combate

15/04/2015

Entre os municípios estão Ibaté, Boa Esperança do Sul, Analândia e Rincão.
Especialistas explicam que omissão visa não assustar toda a população.



Sete cidades da região já estão com casos suficientes para decretar uma epidemia de dengue, segundo critérios do Ministério da Saúde, mas ainda não fizeram. Por conta disso, os municípios perdem recursos para combater a doença e comprometem as ações contra a dengue. De acordo com especialistas, as Prefeituras optam por não divulgar a situação para não assustar a população, além de questões políticas.

Com 30.724 habitantes, a cidade de Ibaté (SP) já confirmou 279 casos da doença, o que já é considerado uma epidemia. Entretanto, a cidade não decretou essa situação. Diante dos casos, a Prefeitura intensificou o combate ao Aedes Aegypti e aumentou de cinco para 17 o número de agentes que trabalham nas ruas.

Para acabar com o mosquito, uma das medidas é fazer a nebulização nas casas, de segunda a sexta-feira. Aos sábados, todo o processo é feito em prédios públicos e comércios. “A Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) está ajudando a equipe de Ibaté no controle de vetores e emprestaram quatro máquinas para que o trabalho seja bem executado. Eles estão de longe acompanhando nosso trabalho nos bairros e ajudando na nebulização, coordenando”, explicou o supervisor da equipe de controle de vetores, Alexander Medeiros Aurélio.

Além de Ibaté, outras cidades também não decretaram epidemia como Analândia, com 30 casos, Boa Esperança do Sul, com 57, Corumbataí, com 72, Ribeirão Bonito, que já possui 98 casos, Rincão, com 36 confirmados e Santa Gertrudes (SP) com 79 registros.

Epidemia
Para o médico sanitarista da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara (SP), Rodolpho Telarolli, além de questões políticas, o motivo para as prefeituras não decretarem epidemia é não deixar a população assustada, o que acaba prejudicando os trabalhos de combate à dengue.

“A informação vale ouro no combate aos problemas de saúde pública. O município, ao não decretar a situação de epidemia, perde verbas às quais teria direito e perde uma população que se torna mais proativa ao tomar medidas que ajudam no combate à dengue, eliminando criadouros, por exemplo”, comentou.



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