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Desperdício de água pode ser até 70% menor em pulverização de pomares

17/04/2015

Pesquisa do Fundecitrus de Araraquara, SP, comprovou economia de água.
Pulverização tradicional utiliza cerca de 8 mil litros de água e perde 2,7 litros.



Uma pesquisa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) de Araraquara (SP) comprovou que é possível economizar mais de 70% de água na pulverização dos pomares. As ações deixam as frutas com aspecto saudável, mas custam caro. O método tradicional utiliza cerca de 8 litros de água para fazer a calda, mistura com produtos necesários para combater as doenças e prevenção de pragas. Quando o líquido é recolhido e a medição realizada, a sobra é de 2,7 litros, ou 33% do total pulverizado.

A falta de água tem afetado moradores e muitos setores da economia, principalmente a agricultura, uma das atividades que mais consomem água. Para acabar com esse desperdício, o Fundecitrus fez um estudo que comprovou que o desperdício pode reduzir de forma significativa. Depois de dois anos de trabalho, os pesquisadores concluíram que com menos calda é possível cobrir as folhas e os frutos com a quantidade ideal do produto.

Para adequar o volume para o tratamento contra o cancro cítrico, a economia na quantidade de água chega a 73,3%. Antes, eram usados cerca de 3.056 litros para pulverizar uma área de 100 hectares. Segundo o levantamento do Fundecitrus, é possível realizar o mesmo serviço com apenas 815 litros.

“A gente pode ter uma redução signficativa do volume de água, o que representa uma economia gigantesca. Os custos ligados à pulverização são muito representativos dentro do custo de produção da laranja”, disse o pesquisador Marcelo Scapin.

O benefício é para o meio ambiente e também para o bolso do produtor. A redução representa uma queda de 40% nos custos. A expectativa é que essa economia possa chegar ao consumidor. “Se a gente conseguir economizar o máximo, consequentemente poderemos ver reflexos disso no valor final, que pode chegar ao consumidor e até mesmo no lucro do produtor em relação à venda da laranja”, falou Scapin.

A economia pode ser uma realidade também nas pulverizações para combater outras doenças e pragas que castigam a citricultura paulista. No caso da podridão floral, é possível chegar aos mesmos resultados, passando de 1.250 litros a cada 100 hectares para apenas 500 litros, uma redução de 60%.

Até no combate ao psidilídeo pode haver adequação. Para matar o mosquito que espalha o greening, a economia do volume de água pode ser de 70%. Contudo, o produtor precisa ter cuidado, pois se a redução de água na pulverização for muita, o pomar pode ficar desprotegido. Por isso, na fazenda onde trabalha o engenheiro agrônomo Tiago Roberto dos Santos, de 600 hectares, é feito um grande controle. Desde a safra passada, o processo é feito utilizando menos água.

“Hoje a gente tem conseguido, dependendo da praga e da doença, economias da ordem de até 50% de redução de água. Estamos conseguindo buscar, com a tecnologia de aplicação, a melhor colocação do produto no alvo sem desperdício”, comentou Santos.

G1



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