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Sapos invadem residências de Aguaí e colocam cães e gatos em risco

22/04/2015

Veneno produzido pelos anfíbios pode prejudicar os bichos de estimação.
Vigilância Sanitária afirma que não recebeu notificações sobre problema.


Moradores da Vila Rehder, em Aguaí (SP), reclamam da presença de sapos nos quintais e dentro das casas. Por conta do veneno, eles colocam em risco cães e gatos de estimação. Apenas em uma clínica veterinária da cidade, foram 10 casos de intoxicação nos últimos dois meses. A Vigilância Sanitária, porém, informou que não recebeu nenhuma notificação referente ao problema.

Na casa de Donisete da Silva, foram encontrados quatro sapos em uma semana e, em um dos episódios, seu gato teve contato com o anfíbio. “Eu ouvi um barulho na cozinha e fui verificar. O meu gato estava tentando atacar o sapo”, disse.

Depois do encontro, o felino ficou com a respiração ofegante, apresentou sangramento nasal e acabou morrendo. “Tenho medo de acontecer com o meu outro animal”, comentou Donisete.

Na casa de Maria Aparecida Marques, por pouco não aconteceu o mesmo. Havia um sapo entre os vasos de plantas e o barulho da gata alertou os moradores. “A gatinha estava rosnando para ele, a gente percebeu pela gatinha, nós não sabíamos que tinha sapo”, contou.

Sujeira
Os moradores criticam a falta de limpeza nas ruas. O mato alto e a sujeira em terrenos atraem insetos e, com eles, vêm os sapos em busca de alimento. Os anfíbios são importantes para o equilíbrio ambiental porque ajudam a controlar as pragas e insetos, mas é preciso cuidado.

“O animal chega no sapo, que é um bicho que se movimenta muito lentamente, e vai atacar, vai morder, vai lamber e vai acabar se intoxicando com a bufotoxina. O primeiro sintoma vai ser a salivação contínua, pode chegar a vomitar e vai ter a mucosa vermelha”, explicou o veterinário Aldo Cezar Pozzer Rodrigues.

Na clínica de Rodrigues, proprietários de 10 animais buscaram ajuda por conta do contato com sapos nos últimos dois meses. Em casos assim, além dos procedimentos com o bicho de estimação, é recomendado remover os anfíbios, mas sempre usando uma sacola ou pano, nunca tocando diretamente. “Tem que tomar cuidado para não ter esse contato direto por causa, principalmente, da higiene. Leve o animal para um local mais afastado da cidade”, disse o veterinário.


G1



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