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Projeto que muda regras de correção do FGTS é apresentado na Câmara

06/05/2015

Projeto de lei que muda as regras de correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço FGTS foi protocolado hoje 5 na Câmara dos Deputados. A proposta deverá ter uma tramitação rápida devido à importância do assunto, segundo o presidente da Casa, Eduardo Cunha PMDB-RJ. O projeto foi apresentado pelo presidente do SD, deputado Paulo Pereira da Silva SP, e pelos líderes do PMDB, Leonardo Picciani RJ, e do DEM, Mendonça Filho PE.\r\n\r\nDe acordo com o projeto, os depósitos do FGTS feitos a partir de 1º de janeiro de 2016 deverão ser remunerados com as mesmas taxas da caderneta de poupança, ou seja, a Taxa Referencial TR mais 0,5% ao mês. \"Atualmente, há uma injustiça que precisa ser corrigida. Essa poupança não atinge seu objetivo se não tem uma correção pela inflação\", disse Cunha. Em relação aos depósitos já existentes, a correção continuará obedecendo às regras atuais, ou seja, 3% ao ano mais a TR.\r\n\r\nO presidente da Câmara, que acompanhou a apresentação do projeto, disse que o requerimento para votação da proposta em regime de urgência deverá ser apreciado esta semana pelo plenário para que, na semana que vem, com a pauta destrancada, possa ser aprovado o mérito do projeto a fim de que seja encaminhado para análise do Senado.\r\n\r\nSegundo o deputado Paulo Pereira da Silva, o projeto corrige uma distorção histórica. “Os programas do governo, que usam o dinheiro do FGTS, cobram taxas de juros de mais de 6%. Ou seja: o governo ganha duas vezes em cima do dinheiro do trabalhador”, disse.\r\n\r\nPaulo Pereira ressaltou ainda que existem milhões de ações na Justiça que pedem a correção dos depósitos do FGTS nos mesmos percentuais da poupança. Ele informou que seu partido ingressou no Supremo Tribunal Federal STF com uma ação direta de inconstitucionalidade Adin contra a correção do FGTS por índices inferiores ao da inflação.\r\n\r\nNa justificativa do projeto, os autores argumentam que é necessário estabelecer um critério correto em que o trabalhador tenha, nos depósitos do FGTS, uma formação de poupança para a sua aposentadoria, além de uma reserva, no caso de perda de emprego. “Assim sendo, não é justo a poupança do trabalhador ser remunerada em condições inferiores à correção da caderneta de poupança”.



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