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Sessão sobre a cassação do prefeito de Boa Esperança do Sul é adiada

11/06/2015

Justiça pediu o depoimento de uma testemunha e a realização de perícias.
Para vereadores, suspensão pode comprometer a Comissão Processante.


Uma decisão judicial suspendeu a sessão da Câmara Municipal de Boa Esperança do Sul nesta quarta-feira 10. Na reunião, os vereadores votariam o relatório de uma Comissão Processante que pede a cassação do prefeito Edinho Raminelli PT, mas, com a suspensão, essa definição pode não ser anunciada.

A expectativa pelo que os vereadores fariam quanto ao mandato de Raminelli, investigado por supostas irregularidades na contratação de empresas, movimentou a cidade. A rua da Câmara foi interditada e a segurança foi reforçada. Nas imediações do prédio, moradores protestaram com cartazes. “Nós queremos justiça, nós queremos saúde, nós queremos emprego, principalmente emprego”, disse o vigilante Edvaldo Marques da Silva.

Na sede do Legislativo, o ambiente também não era calmo. Na terça 9, o Tribunal de Justiça afirmou que a comissão deveria ouvir uma testemunha e realizar perícias e os vereadores ficaram na dúvida se a sessão poderia ocorrer antes dessas ações. Depois de muita argumentação, veio uma nova decisão: a reunião deveria ser suspensa.

“Já estava implícito na liminar que veio do tribunal que a sessão não poderia ocorrer porque não pode haver a inversão de ordem, a prova tem de ser apresentada antes do julgamento”, disse a advogada do prefeito, Camila Claudino. “Se eles não obedecerem à ordem judicial, há uma multa de R$ 100 mil prevista”, afirmou. A assessoria de imprensa do prefeito completou informando que espera que a Câmara cumpra a decisão de ouvir a testemunha e realizar as perícias.

“Eu fico triste que suspendam uma sessão quando está em andamento uma Comissão Processante que já fechou o relatório. Poderia ser julgada hoje a decisão da nossa cidade sobre ficar ou não o prefeito e não aconteceu por ordem judicial”, criticou a vereadora Maria Aparecida Romano.

Presidente da Comissão Processante, Marco Aurélio Rosim também ficou preocupado. Segundo ele, o relatório final tem cerca de 5 mil páginas e indica irregularidades. “Não há necessidade nenhuma de prova pericial porque existe a prova documental, e consta isso no relatório, e existe a prova testemunhal. Isso daí a gente entende somente como uma decisão, um pedido protelatório, um meio de o prefeito denunciado hoje tentar acabar com o prazo de 90 dias, que é a forma dele anular uma Comissão Processante”.

O prazo para o fim da comissão é a próxima sexta-feira. Para o presidente da Câmara, é impossível cumprir a liminar até lá e, por isso, ele vai pedir que o prazo pare de correr enquanto toma as medidas necessárias. “A gente pretende pedir a interrupção do prazo para que a justiça conceda isso para a gente e para que a gente continue os trabalhos da Comissão Processante”, contou Antonio Donizete Laverde.

Bombas
A decisão é mais um episódio no cenário político da cidade, que, nos últimos dias, registrou dois atentados com bombas caseiras, um em frente à casa de uma vereadora e outro no prédio da própria Câmara.
No caso da vereadora, ela disse ao G1 que suspeitava que o prefeito pudesse estar por trás do ato, mas Raminelli negou essa ligação e disse que estava tranquilo quanto ao resultado da comissão porque tudo foi feito legalmente.

G1



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