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Com atraso em pagamentos, médicos de São João ameaçam paralisação

03/07/2015

Alguns plantões e procedimentos ainda não foram pagos na Santa Casa.
Documento emitido em 2015 afirma que faltam verbas para os pagamentos.



Médicos da Santa Casa de São João da Boa Vista SP reclamam do atraso no pagamento de alguns plantões e procedimentos. Os profissionais ameaçam paralisar os serviços caso a situação não seja resolvida. Segundo um documento emitido pelo hospital em 2015, faltam verbas para que os pagamentos mensais sejam realizados. A diretoria do hospital não quis comentar o assunto. Já a Prefeitura informou que repassa recursos para a instituição mensalmente.

O diretor da Associação Paulista de Medicina de São João da Boa Vista, Rovilson Ferreira dos Santos, afirma que já foram realizadas duas reuniões para tentar resolver o problema, mas não houve um acordo. “A decisão será concluída em uma asssembleia geral extraordinária marcada para o dia 6 com a direção clínica e a maioria do corpo clínica. A partir disso é que vai ser tomada a conduta de paralisação ou não do atendimento ao Sistema Único de Saúde SUS eletivo na Santa Casa”, contou.

Em um documento enviado pela Santa Casa para a associação em 14 de abril, o diretor do hospital alega não ter dinheiro para pagar as diárias e os valores da tabela SUS, mas que o pagamento seria regularizado, o que, de acordo com os médicos, não aconteceu. O profissional explicou que tem um gasto mensal de R$ 480 mil com plantonistas e que só recebe cerca de R$ 153 mil da Prefeitura. Além disso, o diretor alegou que a verba de dois convênios com o Governo está atrasada.

No entanto, o diretor regional de saúde, Benedito Westin, nega as informações e mostra os comprovantes do pagamento de cerca de R$ 5,2 milhões dos dois convênios. “Dois convênios de apoio financeiro à Santa Casa estão rigorosamente em dia”, comentou.

Em 2013, uma comissão foi formada para analisar e apresentar uma proposta de reestruturação da Santa Casa. “Nessa época a comissão fez uma série de levantamentos e propostas. Inclusive foi liberada uma verba emergencial do Estado para a Prefeitura, uma vez que a Santa Casa não poderia receber diretamente por problemas de documentos, para que ela pudesse se organizar”, falou Westin.

O Ministério Público Federal pediu novas explicações sobre o caso e quer que a Santa Casa revise os contratos dos médicos, pois acredita que muitos estão defasados. Os departamentos regional e municipal de Saúde terão que mandar ao procurador da República relatórios sobre a situação financeira e a relação de gastos do hospital.

Profissionais
A pediatra Josiane Trafani pediu demissão da Santa Casa e conta que desde setembro de 2014 não recebe parte da remuneração pelos procedimentos feitos no hospital. “A gente é ignorado pela administração e dizem que não tem nenhum prazo definido para nos pagar”, disse.

Já o anestesista Alexis Hakim Filho possui uma empresa com oito profissionais que prestam serviços à Santa Casa pelo SUS, mas relata que eles têm recebido apenas parte dos salários. “Esse atraso é progressivo desde que a Santa Casa começou a ter problema. Há uns 13 anos que percebemos que há uma certa dificuldade em honrar o compromisso nos dias acordados de pagamento”, apontou.



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