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Pedreiro encontra uniformes em forro de escola municipal de São Carlos

07/07/2015

Se for constatada irregularidade, caso será levado para o Ministério Público.
Expectativa é de que descoberta ajude a esclarecer discrepância de números.




A Guarda Municipal de São Carlos SP apreendeu nesta segunda-feira 6 uniformes escolares ainda na embalagem encontrados no forro da Escola Municipal Arthur Natalino Deriggi, no bairro Cidade Aracy. Segundo a Corregedoria do município, o material vai ser contabilizado e, se alguma irregularidade for constatada, o caso vai ser encaminhado para o Ministério Público.

O prédio passa por reforma e as peças, com logo de outras administrações, foram achadas por um dos pedreiros. "Nós precisamos derrubar uma parede para colocar uma porta de correr e antes disso nós tomamos o cuidado de subir em cima do forro para ver a estrutura, se poderia ser estourada essa parede ou não, foi aí que me deparei com esse material lá em cima", afirmou o pedreiro Fábio Henrique Bidinotto.

As mochilas, calças, camisetas e jaquetas foram reunidas, lacradas e levadas para a Ouvidoria do município. Ainda de acordo com a Corregedoria, as peças poderão ser distribuídas para alunos e a expectativa é de que, com a descoberta, a sindicância iniciada em 2014 veja abaixo seja encerrada.

"Ela não tinha sido encerrada justamente porque os números não batiam. Nós havíamos apurado a compra, em 2012, de 115 mil uniformes, com mais oito mil que estavam no almoxarifado, e o número encontrado, até então, não batia", explicou o corregedor do município, Antonio Roberto de Assis.

Polêmica
A polêmica envolvendo uniformes escolares não é novidade em São Carlos. Em abril de 2014, várias peças foram achadas abandonadas em um prédio que havia funcionado como escola municipal.

Em maio do mesmo ano, novas caixas com uniformes foram descobertas no prédio do Fundo Social de Solidariedade. Algumas roupas estavam na embalagem, e outra parte já havia sido usada.

Somando o que foi encontrado, pelo menos oito mil peças não foram entregues aos estudantes e os episódios levaram à criação de uma sindicância na Prefeitura e de uma Comissão Parlamentar de Inquérito CPI na Câmara.

Vereadores começaram a investigar o caso e, em 31 de março deste ano, eles divulgaram as conclusões da apuração. De acordo com o relatório final, não houve prejuízo aos cofres públicos e o descarte se deu por "uma falha dos funcionários".

"Foram ouvidos professoras e funcionários do almoxarifado. Foi constatado que muitos dos uniformes eram de adultos e foram dados para funcionários e pessoas carentes, sem qualquer indício de má-fé ou desonestidade. As professoras, inclusive, confirmaram o recebimento dos uniformes", disse Ditinho Matheus PMDB, relator da CPI.

"Após a apuração, observamos que havia um desencontro de informações sobre o estoque e a distribuição no almoxarifado, e a maioria desconhecia os motivos de parte dos materiais se encontrar no local. Recomenda-se que todos os funcionários tenham mais cuidados com o bem público", comentou Matheus na época.


G1



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