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Empresas pagarão taxa para o uso dos rios Mogi Guaçu e Pardo em 2016

19/08/2015

Indústrias da região pagarão por captação, consumo e lançamento de esgoto.
Daae já deu início ao cadastro de empresas e prazo vai até 3 de novembro.





Empresas e indústrias de 25 cidades da região vão passar a pagar uma taxa pela captação, consumo e lançamento de esgoto nas bacias dos rios Mogi Guaçu e Pardo a partir de 2016. O Departamento de Águas e Energia Elétrica Daae já começou a cadastrar os consumidores industriais e comerciais. O prazo para que as empresas façam o cadastramento no Daae vai até o dia 3 de novembro.

O engenheiro ambiental do Daae, Aécio Murakami, afirma que a ideia é arrecadar R$ 2 milhões em 2016, dinheiro que vai para um fundo estadual para financiar obras contra a crise no abastecimento. “Hoje não é cobrado pelo uso da água, o que é cobrado são os gastos que as empresas de abastecimento têm para captar a água, distribuir e levar até os habitantes. Então desde 2012 o Daee está autorizado pelo governador a dar início a essa cobrança pelo uso da água”, contou.

A cobrança terá início em janeiro do ano que vem. Além de indústrias particulares, empresas públicas de abastecimento também vão pagar pelo uso da água. Segundo o Daae, os custos devem ser repassados para o consumidor, tornando a conta mais cara. “No caso de R$ 2 a R$ 3 a mais por habitante. Então não seria um valor tão exorbitante para cada usuário. Para esse momento o Daee está dando prioridade na cobrança para empresas de abastecimento público, para as maiores indústrias da bacia e para as empresas que tenham poços de captações superficiais afastadas da cidade”, falou Murakami.

Cobrança
Em Porto Ferreira, a empresa de abastecimento da cidade capta 15 milhões de litros de água por dia, sendo que mais de 95% vêm do Rio Mogi Guaçu. Depois de tratada, a água é distribuída para os mais de 50 mil moradores do município. O diretor de operações, Gustavo Van Deursen, afirma que ainda é cedo para falar de reajuste para o consumidor, mas já tem ideia do impacto nas contas da empresa. “Seria algo em torno de R$ 7 mil por mês que teríamos de acréscimo com as parcelas da cobrança pelo uso da água”, comentou.

De acordo com Deursen, cobrar as empresas pelo uso desse recurso evita o desperdício de água. “A cobrança nesse sentido vai ser uma forma de todo mundo usar a água de maneira mais eficiente e consciente. E sem falar que conforme o prestador de serviço for melhorando o serviço prestado, reduzindo suas perdas e ampliando o tratamento de esgoto da cidade, essas parcelas caem. Então também não deixa de ser uma forma de incentivar os prestadores de serviço a serem mais eficientes em suas atividades”, explicou.

Uma pedreira de Aguaí SP utiliza cerca de oito mil litros diários de água vindas de um poço, mas a partir de agora o proprietário da empresa terá que pagar pelo uso da água. Ele já se cadastrou no site do Daae e concorda com a cobrança. “O pessoal fazia o uso sem preocupação com o futuro, com a preservação, e agora, a partir dessa cobrança, acredito que o pessoal vai pensar duas vezes no desperdício”, falou o geólogo Alberto Gomes Vieira.


G1



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