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Prefeito do PMDB corta pagamento de planos de saúde de servidores em Araraquara

01/09/2015

Cerca de 3 mil funcionários passam a pagar valor integral pelo convênio.
Administração alega dívida aproximada de R$ 1 milhão com a Unimed.




A Prefeitura de Araraquara [SP] decidiu não pagar mais parte do plano de saúde dos servidores. De acordo com a administração, a medida visa cortar gastos devido à dívida de quase R$ 1 milhão que tem com a Unimed. Os funcionários estão indignados, uma vez que os cerca de três mil servidores públicos terão que pagar mais caro se quiserem ficar com o convênio médico.

A Prefeitura costumava pagar de 10% a 70% do plano, dependendo do valor do salário, e cortou o benefício. Os servidores que quiserem continuar com o convênio terão que pagar o valor integral. Os funcionários ficaram sabendo da mudança quatro dias antes do vencimento do contrato, sem tempo suficiente para pensar em qualquer outra alternativa.

O Secretário de Planejamento, Delorges Mano, afirmou que o corte foi necessário para equilibrar as contas da Prefeitura. “Nós estamos em débito com a Unimed. Não tínhamos mais condição de dar o subsídio. Não sei pontuar o valor da dívida precisamente, mas é em torno de R$ 1 milhão”, comentou.

Os R$ 300 mil que seriam usados para pagar o benefício ainda não têm um destino certo e a Prefeitura deve fazer mais mudanças para economizar. Isso porque, segundo o secretário, a crise econômica chegou até a administração. Ele ressaltou que houve queda na arrecadação de impostos e cortes nos repasses de verbas do governo federal.

O sindicato que representa os servidores vai entrar com uma ação trabalhista coletiva pedindo que o benefício seja mantido e para tentar negociar outra vez com a Prefeitura. “Sendo irreversível a medida, a categoria decide na linha prática o que vai fazer, junto com o sindicato, associando ao que o sindicato já está encaminhando que é uma medida judicial para rever essa situação”, falou o presidente do sindicato, Valdir Teodoro Filho.

Queixas
Caso não haja acordo entre a Prefeitura e o sindicado, na próxima quinta-feira [10] os servidores vão se reunir em assembleia e podem entrar em greve. Se isso acontecer, serviços nas áreas de Saúde, Educação e Segurança Pública podem ser prejudicados em Araraquara.

O filho da técnica de enfermagem Corina Zampieri está para nascer, já que ela está na 36ª semana de gestação e precisa de cuidados especiais, já que tem pressão alta e diabetes.

Agora, ela está preocupada porque a Prefeitura resolveu que não vai mais pagar parte do plano de saúde dela. “Eu sou gravidez de risco, então não posso me dar o luxo de ficar sem”, disse.

Já a agente operacional Andréia Bertho de Lima saiu da Unidade de Terapia Intensiva [UTI] há um mês. Ela tem um problema crônico no coração e costumava pagar apenas 10% do plano, o equivalente a R$ 49. Agora, vai ter que assumir o valor total e não sabe o que fazer. “Eu estou morrendo de medo. Medo de precisar e não ter para onde correr. [Vou pagar] R$ 230, mas ganho R$ 900, não tenho condições”, reclamou.


G1



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