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Pesquisadores da USP de São Carlos usam fotos para detectar melanoma

02/09/2015

Pesquisadores da Universidade de São Paulo [USP] estão desenvolvendo em São Carlos um sistema de identificação de melanoma, tipo mais grave de câncer de pele, por meio da análise de fotos amadoras. Com o estudo, os cientistas esperam diminuir a sobrecarga dos especialistas e agilizar o diagnóstico desse tipo de tumor, que acomete cerca de seis mil brasileiros por ano, com 1,5 mil mortes, segundo o Instituto Nacional de Câncer [Inca].

O sistema funciona pela detecção de padrões em imagens, como um leitor de QR Code. A diferença é que, no lugar dos códigos, estão características das manchas na pele, muito mais complexas. Um programa analisa as fotos dos pacientes – inclusive imagens captadas com o celular – compara com um banco de dados composto por 143 fotografias cedidas por profissionais dos hospitais A. C. Camargo e Amaral Carvalho e define se os sinais correspondem aos da doença.

Percurso
Segundo Gonzalo Travieso, professor do Instituto de Física de São Carlos [IFSC], a ideia para a pesquisa surgiu do Grupo de Óptica, que trabalha com aplicações na área da saúde. A primeira etapa foi realizada no mestrado de David Antonio Sbrissa Neto, seu orientando, e continua agora no doutorado dele.

\"Desde a década de 90 há a intenção de usar o computador na verificação de casos de melanoma. A vantagem do nosso sistema é que as pesquisas anteriores trabalham com imagens de alta resolução, produzidas, com escala, iluminação, e aqui não há esse controle. Nossa ideia considera a rotina de um ambulatório, em que os atendentes podem tirar a foto com o celular\", explicou Neto, que comentou ainda as dificuldades desse tipo de identificação.

\"O melanoma pode ter diversas características - variação de cor, tamanho, forma - e é difícil trabalhar com ele justamente por causa dessa variabilidade. Já as manchas benignas têm um certo padrão, são mais regulares, mais bem comportadas\", afirmou. O que o sistema faz é justamente verificar se as manchas seguem padrões regulares - encontrados em tumores benignos - ou não.

Fila de espera
Travieso pontuou que nem sempre pessoas com manchas de pele têm acesso a dermatologistas e, quando têm, as consultas e exames podem demorar a ocorrer, adiando o tratamento. Tudo isso foi considerado no projeto. \"O Brasil é um país grande e é difícil ter um equipamento muito sofisticado nas diferentes unidades de saúde\", completou Neto.

A intenção do estudo, segundo eles, é diminuir as filas e melhorar a triagem. “Fornecer o sistema para clínicos gerais, por exemplo, para que eles possam usar e saber se pode ser um melanoma”, disse Travieso. “Vai funcionar como um pré-exame, em vez de ir direto para a biópsia”, explicou.

De acordo com os pesquisadores, a expectativa é de que o sistema esteja disponível para testes dentro de quatro anos. \"Para ele ter uso clínico, funcional, tem que passar por protocolos, testes\", comentou Neto.

Até lá, eles pretendem aumentar o banco de imagens e treinar o programa para outras manchas. “No momento, trabalhamos com melanoma e nevo, mas há mais tipos frequentes”, disse Travieso.


G1



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