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Cresce o nº de pessoas que entram na Justiça em busca de cápsula da USP

04/09/2015

Fosfoetanolamina sintética é usada por pacientes para combater o câncer.
Pesquisador de São Carlos recebeu propostas para produção no exterior.




Cresceu o número de pessoas que entram na Justiça em busca das cápsulas para tratamento de câncer produzidas no campus da Universidade de São Paulo [USP] em São Carlos. Desde a divulgação da primeira reportagem sobre o assunto, a universidade recebeu 20 novas decisões judiciais e tem produzido pílulas para cumprir 200 liminares.

Gilberto Chierice, professor aposentado que durante mais de 20 anos coordenou as pesquisas com a fosfoetanolamina sintética na USP, não para de receber mensagens e ligações de pessoas em busca da substância experimental.

"Todas as pessoas que me ligam ou que me pedem o remédio, não posso fazer mais nada porque não sou mais eu quem tem a posse desse remédio. Esse remédio só pode ser conseguido por via judicial, interpelado junto à universidade. Eu não tenho como fazer", explicou.

Ele também tem recebido e-mails com propostas de empresas e instituições interessadas em produzir a cápsula. Apenas nesta semana, recebeu mensagens de uma empresa de Portugal e de uma professora da University of Houston, nos Estados Unidos.

"A minha maior preocupação é que isso fuja das nossas mãos. Não que exista uma sentido de posse, mas é um trabalho desenvolvido no país", disse o pesquisador, que ressaltou que a substância não é eficaz em pacientes que estão fazendo quimioterapia ou radioterapia. Isso porque a fosfoetanolamina sintética ajuda o sistema imunológico a combater o câncer, mas, quando a pessoa passa por um desses tratamentos, a defesa do organismo fica comprometida.

Repercussão
A repercussão está interferindo na rotina dos pesquisadores do Instituto de Química da USP, que publicou um comunicado em seu site por conta da grande quantidade de pedidos. No texto, a instituição afirma que "lamenta quaisquer inconvenientes causados às pessoas que pretendiam fazer uso da fosfoetanolamina com finalidade medicamentosa", mas "não pode se abster do cumprimento da legislação brasileira", em referência à necessidade de registro da substância junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa].

Com tantos pacientes interessados, é justamente essa regulamentação que o pesquisador anseia. "A nossa parte a gente já fez, que era colocar esse medicamento de pé", disse Chierice, que espera que as cápsulas sejam analisadas por médicos e aprovadas como remédio.

Entenda o caso
No último dia 17, o G1 divulgou a existência de processos envolvendo pacientes com câncer e a USP. Eles pedem que a universidade continue fornecendo as cápsulas da substância, mas uma nova norma da instituição impede a distribuição sem o registro na Anvisa.

Segundo a agência, o registro de um novo medicamento só pode ser solicitado após testes clínicos e os pesquisadores da USP afirmam que a substância foi testada em um hospital em Jaú, mas a parceria acabou e eles precisam que uma nova unidade de saúde aceite concluir o estudo.

A droga, cuja cápsula é produzida por menos de R$ 0,10, levou ao surgimento de discussões na internet e um morador de Santa Catarina que a distribuía gratuitamente foi preso.


G1



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