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Greve de servidores públicos em São João. Eles deixam de trabalhar mais cedo para reivindicar aumento salarial

10/09/2015

Funcionários de São João da Boa Vista estão fazendo uma greve diferente.
Sindicato não descarta uma paralisação geral se não houver negociação.



Funcionários da Prefeitura de São João da Boa Vista [SP] estão fazendo uma greve diferente. Os servidores não pararam de trabalhar, mas estão saindo mais cedo. A principal reivindicação é o reajuste salarial. O sindicato afirmou que não descarta fazer uma paralisação geral se não houver negociação e aguarda o parecer da Justiça sobre o reajuste. Procurada pela reportagem, a Prefeitura de São João da Boa Vista não quis se manifestar sobre o tema.

O trabalho deveria terminar às 17h no pátio municipal da cidade, mas duas horas antes, às 15h, funcionários estão indo embora. Além deles, o sindicato dos servidores estima que cerca de 45% dos 2,7 mil funcionários da Prefeitura aderiram à greve na qual, em vez de parar o serviço, trabalham menos.

Os servidores pedem reajuste de 7% nos salários, 7% no vale-alimentação – que hoje é de R$ 10 – e que o mesmo índice seja aplicado a um abono que recebem todos os meses. Os trabalhadores também reivindicam que o benefício seja incorporado aos salários. A negociação teve início em junho. De acordo com o sindicato, a Prefeitura chegou a oferecer reajuste de 4% dos vencimentos, mas não houve acordo. Em seguida, a administração afirmou que não poderia dar nenhum aumento por conta da crise econômica.

Uma decisão do Tribunal da Justiça impede que os funcionários das áreas de Saúde, Educação e no Cemitério Municipal saiam mais cedo do serviço. “O que o servidor quer é que ou a Prefeitura entre em acordo com a gente, faça uma proposta. Se não for pelo menos a inflação, então que respeite o que foi decidido em assembleia, que é 7% no salário-base”, explicou Mirtes dos Santos Batista, presidente do Sindicato dos Servidores de São João da Boa Vista.

O mecânico Adalto Soares Vieira trabalha no pátio e já reduziu a carga horária de oito para seis horas diárias. Para ele, o reajuste pedido é o mínimo necessário. “Mais do que justo é a inflação e está difícil. Já é o terceiro ano consecutivo que o homem não deixa fazer greve”, falou.

Já o operador de máquinas José Reginaldo dos Santos Filho trabalha há 20 anos na Prefeitura e afirma que mesmo com a crise o aumento é um direito. “A inflação está aí, as coisas subindo e nós em branco. Se não conseguirmos um aumento neste ano, vamos ficar até o ano que vem, porque o dissídio é em junho. Prefeitura nenhuma agüenta ficar tanto tempo sem aumento”, contou.



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