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Delegado não vê relação de agentes com furto e vai apurar suposto tiroteio

07/10/2015

"Por coincidência, eles acabaram se envolvendo na ocorrência", diz Aquino.
Ação matou agente penitenciário e deixou outro ferido em São Carlos.


A Delegacia de Investigações Gerais DIG de São Carlos SP vai apurar as contradições entre as partes envolvidas na ação que matou o agente penitenciário Edson Honório Ferreira e deixou seu colega, Lúcio Flávio de França, ferido, na madrugada de terça-feira 6. "Por coincidência, eles acabaram se envolvendo nessa ocorrência, mas não têm envolvimento nenhum com o crime", disse Gilberto de Aquino, delegado responsável pelo caso.

"Tudo será apurado. Nós temos testemunhas [que afirmam] que eles estavam nas imediações, mas não participaram do furto, então não vão responder por crime nenhum. Também está provado que eles tinham autorização para usar a arma, então não responderão por esse crime. Com relação aos disparos, depende do laudo pericial do exame que foi feito", afirmou Aquino.

"Com relação à versão dos policiais militares, que disseram que os agentes efetuaram o disparo, nós vamos ouvir primeiramente a vítima e, se isso for contrariado, eles poderão ser indicados pelo crime de homicídio", declarou o delegado.

Ambos os agentes são de Ribeirão Preto. Ferreira foi enterrado na cidade na manhã desta quarta-feira 7. França continia internado na Santa Casa de São Carlos após passar por uma cirurgia para retirar as balas.

Ações
Aquino comentou algumas informações já levantadas sobre o caso. Ele contou que, de fato, houve um furto e uma equipe de segurança particular foi acionada. Um vigilante foi ao imóvel e, notando a presença dele, um dos invasores teria atirado. Após os disparos, o vigia pediu apoio via rádio e outro segurança e a Polícia Militar foram chamados.

Quando os policiais chegaram, os autores do furto já tinham fugido. Eles coletaram dados no local e foram informados que havia um veículo suspeito que poderia ter sido usado no crime. Era o carro em que estavam Edson e Lúcio.

"Nessa diligência, esse veículo estava passando nas imediações, estava passando próximo ao local e, segundo consta, uma das equipes da Polícia Militar chegou ao local e recebeu essas informações do agente de segurança particular de que aquele veículo estaria envolvido. Na sequência, outra viatura recebeu a mesma informação, inclusive a placa do veículo, e foi atrás e, na abordagem, acabou ocorrendo esse evento morte, tendo em vista que os policiais militares disseram que eles reagiram à prisão e efetuaram disparos", disse Aquino.

"Eles disseram que eles desceram e que um deles teria efetuado disparos e, na sequência, eles também revidaram e ele efetuou o disparo contra os dois, que caíram no local, e um deles veio a óbito", continuou o delegado, relatando que os policiais afirmaram ter autuado um dos agentes por suspeitar da participação dele no furto, por disparos e por estar utilizando uma arma sem documentação. "Essa é a versão dos policiais militares envolvidos na ocorrência. Agora, nós vamos ouvir outras pessoas", completou.

Entenda o caso
Os agentes penitenciários Edson Honório Ferreira, de 46 anos, e Lúcio Flávio de França, de 35 anos, trabalhavam durante a noite, prestando serviço de monitoramento de cabos para uma empresa de telefonia, e foram vistos nas proximidades de um estabelecimento furtado.

A Polícia Militar foi chamada por conta da invasão e, segundo a corporação, foi informada sobre a placa do carro da dupla. Ainda segundo os policiais, na abordagem, Edson sacou uma arma e houve troca de tiros. O agente foi alvejado e morreu no local e Lúcio foi atingido por seis disparos.

A família de Edson, porém, não acredita que ele tenha reagido. "Todo pessoal que trabalha com esse bico tem ciência que tem que se render, deitar no chão durante uma abordagem policial. Eles disseram que meu irmão fez menção de usar a arma, por isso foi feito o disparo", afirmou Valmir Onório Ferreira, irmão de Edson e ex-policial militar.

Abordagem
O capitão da PM Anderson César Navarrete informou que durante ação o alarme da empresa de materiais de construção disparou e o serviço de monitoramento foi acionado. Segundo ele, os vigias contaram que os dois agentes penitenciários estavam dentro da empresa.

“Com a presença dos vigias, eles se evadiram sem levar nada, deixando o cofre que iria ser carregado por um veículo porque era muito pesado”, disse o capitão.

Navarrete contou que os vigias ligaram para o 190 e passaram o número da placa e as características do veículo, uma Saveiro branca. Com isso, equipes da polícia foram ao local e, a 500 metros da empresa, localizaram o carro em uma estrada de terra.

“O local era bem escuro e na abordagem o que estava na posição do motorista efetuou vários disparos contra a guarnição. A equipe, para se defender dessa agressão injusta, revidou e acabou atingindo os dois. Um morreu no local e o outro foi socorrido. Nenhum dos policiais ficou ferido”, relatou o capitão.



G1
Imagens: São Carlos Agora



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